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Ensinar é uma das funções centrais de uma universidade. No processo de transformação do NovoUnivem, porém, a aprendizagem também passa a ser observada sob outra perspectiva: a própria instituição precisa ser capaz de aprender, experimentar e incorporar novos conhecimentos à sua forma de atuar.

Essa visão integra a construção do NovoUnivem Premium e encontra referência no trabalho de Peter Senge, pesquisador e autor de A Quinta Disciplina. Em sua abordagem sobre organizações que aprendem, Senge apresenta a aprendizagem contínua como uma capacidade organizacional, envolvendo aspectos como visão compartilhada, aprendizagem em equipe e pensamento sistêmico.

No modelo desenvolvido pelo NovoUnivem, essa concepção está relacionada às Unidades Estratégicas de Negócio (UENs), tratadas como unidades de aprendizagem dentro da transformação institucional. Os oito Centros que compõem essa estrutura são concebidos como um sistema integrado.

Uma universidade que também aprende

O conceito amplia a maneira de compreender a aprendizagem dentro de uma instituição de ensino. Ela continua acontecendo nas atividades acadêmicas, mas também pode fazer parte da maneira como a própria organização desenvolve projetos, testa possibilidades e responde a novos desafios.

É nesse ponto que a teoria de Senge se conecta ao NovoUnivem. O documento estratégico da instituição associa as UENs às cinco disciplinas propostas pelo autor e as define, essencialmente, como unidades de aprendizagem. Também relaciona os oito Centros ao pensamento sistêmico, entendendo-os como partes de uma estrutura integrada.

Isso significa que os Centros não são apresentados apenas como novas estruturas organizacionais. Eles também são concebidos como ambientes nos quais a instituição pode desenvolver conhecimento a partir da prática.

Experimentar também faz parte do processo A experimentação ocupa um papel importante nessa lógica

O planejamento do NovoUnivem relaciona as UENs a uma dinâmica de construir, medir e aprender. A proposta é permitir que novas iniciativas sejam desenvolvidas, observadas e aperfeiçoadas a partir do aprendizado gerado durante o próprio processo.

Por isso, a ideia presente no projeto de que “cada Centro é um espaço de experimentação” possui um significado maior do que simplesmente testar novidades. Trata-se de criar condições para que experiências e projetos também produzam conhecimento para a instituição.

O próprio conteúdo institucional desenvolvido para essa frente resume a lógica ao apresentar as UENs como unidades de aprendizagem e associar cada projeto a uma oportunidade de aprender.

Oito Centros conectados a uma mesma transformação

As oito UENs integram uma arquitetura mais ampla do NovoUnivem Premium. Cada Centro possui uma função específica, enquanto o conjunto participa da construção do modelo de Universidade Ambidestra adotado pela instituição.

Nesse modelo, a dimensão acadêmica de ensino, pesquisa e extensão convive com novas formas de atuação institucional ligadas aos Centros Estratégicos. A proposta não é substituir a atividade acadêmica, mas criar uma estrutura complementar capaz de conectar diferentes conhecimentos, projetos e possibilidades.

A aprendizagem organizacional contribui para essa integração justamente porque pressupõe que diferentes partes da instituição não funcionem de maneira isolada. O conhecimento desenvolvido em uma experiência pode contribuir para outras iniciativas e para a evolução do próprio sistema.

O que essa lógica representa para a formação

Para o estudante, compreender esse movimento ajuda a perceber uma característica importante da proposta do NovoUnivem: a aprendizagem não é tratada somente como transmissão de um conhecimento já estabelecido.

Uma instituição que cria espaços de experimentação e mantém uma dinâmica de aprendizagem também amplia as possibilidades de aproximação entre conhecimento e aplicação. No modelo institucional, professores e pesquisadores podem atuar tanto nas atividades acadêmicas quanto em projetos ligados às UENs, estabelecendo uma conexão entre essas duas dimensões.

Essa estrutura ajuda a explicar por que o conceito de organização que aprende ocupa um lugar relevante na transformação do NovoUnivem Premium. Ele não aparece apenas como uma referência teórica, mas como um princípio aplicado à maneira como a instituição pensa seus Centros e sua capacidade de evoluir.

Para uma universidade, ensinar continuará sendo essencial. Mas, diante de novas necessidades e possibilidades, continuar aprendendo também passa a fazer parte da construção do futuro. 

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