Triplex no Guarujá que foi atribuído a Lula e depois leiloado (Antonio Milena/VEJA

O ministro Dias Toffoli, do STF, devolveu para a Justiça Federal de Brasília um processo que discute o destino do valor arrecado com o leilão do tríplex do Guarujá que foi atribuído ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso tinha sido enviado para o STF devido ao acordo de delação premiada de Léo Pinheiro, dono da OAS, empreiteira responsável pelo apartamento. Toffoli afirmou, contudo, que o tríplex não consta no rol de bens apresentados na delação de Pinheiro e nem no acordo de leniência da empresa e mandou a questão de volta para a primeira instância. “Não se identifica vínculo direto entre a questão patrimonial ora submetida à análise e qualquer feito sujeito à jurisdição desta Corte”, avaliou o ministro. Lula foi condenado pelo então juiz Sergio Moro a nove anos e seis meses de prisão devido à suspeita de que o imóvel tenha sido reformado para ele pela OAS, em contrapartida ao esquema de corrupção na Petrobras.

Em 2018, após a condenação, Moro determinou o leilão da unidade, que foi vendida por 2,2 milhões de reais. Os valores foram depositados em uma conta judicial e até hoje não foram liberados. Em 2021, essa e outra condenação de Lula na Operação Lava Jato foram anuladas pelo STF, pelo entendimento de que Moro foi parcial no julgamento e também de que não tinha competência para analisar o caso. Com informações de VEJA

Fonte: Diário Do Brasil

Compartilhar matéria no
No momento, você está visualizando O impasse de valor astronômico arrecado com leilão do tríplex do Guarujá