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Vítima ficou 19 dias com tornozeleira eletrônica após ser presa por engano — Foto: Defensoria de Mato Grosso do Sul/Divulgação

A médica Ana Paula Nunes dos Santos, de 27 anos, foi presa por engano no Aeroporto Internacional Ueze Elias Zahran, em Campo Grande (MS), após ser confundida com outra mulher que possui o mesmo nome. Ela voltava de férias na Bahia com o marido e a filha de seis meses quando foi abordada por agentes da Polícia Federal.

Mesmo tentando explicar que não era a pessoa procurada, Ana Paula foi levada para a delegacia e permaneceu duas noites presa. Após passar por audiência de custódia, foi liberada, mas teve que usar tornozeleira eletrônica durante 19 dias.

“Eu insisti que era a pessoa errada. Entrei em desespero, porque sabia que não tinha cometido nenhum crime. Fui separada da minha bebê e do meu esposo e levada para a delegacia”, contou.

Moradora de Dourados, a médica procurou a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul depois de ser liberada. Durante a análise do processo, os defensores constataram que a verdadeira investigada tinha o mesmo nome, mas CPF, filiação, data de nascimento e outros dados pessoais diferentes.

Ana Paula nasceu em 1999 e nunca havia sido citada no processo criminal, apresentado defesa ou participado da ação. Ela só tomou conhecimento da existência do caso no momento em que foi detida no aeroporto.

“Quando fui atendida na Defensoria de Dourados, senti um alívio. Eles abriram o processo, verificaram minha identificação e perceberam que se tratava de outra pessoa. Até então, eu estava angustiada por pagar por algo que não fiz”, relatou.

Após confirmar a identidade equivocada, a Defensoria Pública apresentou um habeas corpus ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), solicitando a retirada da tornozeleira, o fim das restrições impostas à médica e a correção dos registros relacionados ao processo.

“O próprio processo mostrava que eram duas pessoas diferentes (…) A comparação dos dados pessoais permitiu identificar que a pessoa que participou do processo era outra mulher com o mesmo nome”, explicou o defensor público Lucas Colares Pimentel.

Durante os 19 dias em que permaneceu monitorada por tornozeleira eletrônica, Ana Paula continuou trabalhando normalmente como servidora pública municipal em Dourados.

Com informações de G1

Fonte: Terra Brasil

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