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Milhares de pessoas foram às ruas de Madri protestar contra entrada em massa de imigrantes em Ceuta, em 2 de setembro de 2026 — Foto: REUTERS/Violeta Santos Moura

Milhares de pessoas foram às ruas da Espanha nesta quarta-feira (2) para protestar contra a presença de imigrantes em Ceuta, território espanhol localizado no norte da África. As manifestações aconteceram em Ceuta e também em cidades como Madri, Barcelona e Bilbao.

Em Ceuta, os manifestantes percorreram as ruas carregando bandeiras da Espanha e utilizando apitos. Alguns exibiam cartazes com mensagens como “SOS Ceuta” e defendiam a expulsão dos imigrantes. Também houve pedidos pela renúncia do primeiro-ministro Pedro Sánchez.

Imagens da agência Reuters registraram ainda participantes usando bonés com as frases “Make Ceuta Great Again”, em inglês, e “Hagamos Ceuta Grande De Nuevo”, em espanhol. As mensagens fazem referência ao slogan “Make America Great Again” (MAGA), utilizado nas campanhas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em Madri, manifestantes também foram às ruas em apoio aos protestos de Ceuta. Bandeiras espanholas foram erguidas e cartazes exibiam frases como “Ceuta reaja! Sánchez está nos vendendo”.

“Nós temos que apoiar Ceuta. Ceuta é espanhola, não marroquina”, disse Rocio Notario, moradora de Madri.

Parte dos manifestantes criticou as políticas migratórias adotadas pelo governo espanhol e defendeu medidas mais rígidas de controle nas fronteiras. Outros responsabilizaram o Marrocos por supostamente facilitar a entrada de grandes grupos de imigrantes e questionaram a atuação das autoridades espanholas para impedir a passagem.

Durante o protesto em Madri, agentes da polícia de choque foram acionados para dispersar parte dos participantes. Alguns manifestantes jogaram barreiras de rua e tentaram bloquear veículos policiais. Até o momento, não havia informações sobre prisões ou feridos.

Disputa política

Os protestos aconteceram pouco mais de um mês depois da entrada de mais de 70 mil imigrantes pela fronteira de Ceuta com o Marrocos.

Segundo autoridades locais, mais de 10 mil pessoas, entre elas menores de idade desacompanhados, ainda permanecem espalhadas por ruas e praias da cidade ou em acampamentos improvisados.

A mobilização foi convocada pela Federação Espanhola de Municípios e Províncias (FEMP), entidade cuja direção é dominada pelo oposicionista Partido Popular (PP), de direita. O governo de esquerda de Pedro Sánchez se afastou da iniciativa e acusou a oposição de utilizar politicamente a crise migratória.

Em resposta, grupos de esquerda e sindicatos organizaram manifestações em algumas cidades, entre elas Madri e Barcelona. Os atos foram realizados em protesto contra o que os organizadores classificaram como manifestações racistas e islamofóbicas direcionadas aos imigrantes de Ceuta.

Com informações de G1

Fonte: Terra Brasil

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