
REPRODUÇÃO VEJA
O pré-candidato a presidente do Brasil Romeu Zema (Novo) publicou em suas redes sociais para criticar o vídeo da Embaixada do Irã feita com IA em que o Cristo Redentor ganha uma briga contra a Estátua da Liberdade.
“E eu preciso começar pelo óbvio: Cristo jamais lutaria contra a liberdade. Quem luta contra a liberdade são exatamente os amigos ditadores do Lula e os intocáveis do Supremo”, disse o ex-governador de Minas Gerais, em trecho da gravação divulgada no final da tarde desta terça-feira, 2.
O presidenciável ainda lembrou que o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), esteve na posse de Masoud Pezeshkian, a quem chamou de “ditador iraniano”, em 2024. “Um regime que executa mulheres por não usarem véu, que persegue jornalistas, que prende opositores e que apoia os maiores grupos terroristas do mundo”, continuou Zema no vídeo. “E o Brasil estava lá na posse desse sujeito, ao lado de líderes de outras organizações terroristas, representando o Brasil do PT. Coincidência? Eu acho que não.”
No vídeo, o monumento norte-americano se aproxima do Cristo Redentor e tenta golpeá-lo. O cartão-postal brasileiro, no entanto, impede o ataque e passa a dominar a briga. A sequência termina com a Estátua da Liberdade derrotada, despencando do alto do Corcovado e se desfazendo em fragmentos. A publicação foi acompanhada da frase: “Uma frente. Uma luta”.
A divulgação das imagens ocorre em meio ao aumento das tensões entre Brasil e Estados Unidos, após o governo do presidente Donald Trump ameaçar impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e classificar as facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (CV) como “Terroristas Globais Especialmente Designados”.
O assunto também chegou ao Congresso Nacional. O deputado federal Rodrigo Valadares (PL-SE) apresentou na Comissão de Relações Exteriores uma Moção de repúdio ao Irã em razão da “divulgação, por representação diplomática iraniana, de conteúdo que instrumentaliza o Cristo Redentor, símbolo nacional e religioso do povo brasileiro, em material de caráter político e ideológico, em desrespeito aos valores de liberdade religiosa, respeito entre as nações e às históricas relações diplomáticas mantidas pelo Brasil”.
Com informações de VEJA
Fonte: Diário Do Brasil
