
Inmet emite alerta laranja para tempestades no rio Grande do SulFoto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN/ND Mais
A aproximação do auge do El Niño e os impactos recorrentes do fenômeno na dinâmica meteorológica levaram a Defesa Civil de Santa Catarina a intensificar as operações de vigilância no Estado.
Nesta quarta-feira (9), o órgão meteorológico estadual informou que as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial já registram 1,8°C de anomalia térmica positiva.
Conforme projeções da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos), o aquecimento contínuo caminha para consolidar um evento de magnitude extrema, classificado tecnicamente como Super El Niño.
Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão Entre no grupo
Pela escala internacional de monitoramento, a classificação exige a persistência dos desvios térmicos por no mínimo três meses consecutivos, adotando os seguintes parâmetros: condições fracas entre 0,5°C e 0,9°C; moderadas entre 1,0°C e 1,4°C; fortes entre 1,5°C e 1,9°C; e muito fortes quando os índices superam a marca de 2,0°C.
Defesa Civil amplia monitoramento devido à iminência do Super El Niño amplia monitoramento devido à iminência do Super El Niño
De acordo com o gerente de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil catarinense, Frederico de Moraes Rudorff, “é muito provável que nas próximas semanas ou no próximo mês ele já entre na categoria de um El Niño muito forte, que é considerado um ‘Super El Niño’, como vem sendo bastante divulgado na mídia”, disse.
Primavera e outono concentram o período mais crítico do El Niño em Santa Catarina
Rudorff pondera que a graduação máxima de intensidade do fenômeno não se traduz, de forma linear e automática, na ocorrência de desastres naturais.
“As enchentes que atingiram o Vale do Itajaí em 2023 e o Rio Grande do Sul em 2024 ocorreram sob influência de um El Niño moderado, e foram mais intensas do que as registradas em 2015, quando o fenômeno atingiu uma das maiores intensidades já registradas”, comentou.
O especialista recorda ainda que o padrão oposto, denominado La Niña, também possui histórico de deflagrar episódios de tempo severo na Região Sul. Rudorff cita como exemplos as catástrofes climáticas de 2008, as inundações no Alto Vale do Itajaí em 2011 e o ciclone-bomba registrado em 2020, todos sob a vigência do La Niña.
Confira como foi El Niño nos últimos 50 anosConfira como foi El Niño nos últimos 50 anosFoto: Defesa Civil/Divulgação/ND Mais
Pelos registros climatológicos do estado, os reflexos do El Niño costumam potencializar os volumes de precipitação prioritariamente durante as estações de transição.
Com base nesse comportamento sazonal, a Defesa Civil estabelece a primavera de 2026 e o outono de 2027 como os dois períodos mais críticos e decisivos para o acompanhamento contínuo dos volumes de chuva em território catarinense.
Com informações de NDMAIS
