
📸 SEBASTIAN KAULITZKI/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images
Uma vacina experimental contra o câncer de pâncreas provocou uma resposta do sistema imunológico em 98,9% dos pacientes que receberam o imunizante e puderam ser avaliados. O resultado foi observado em um ensaio clínico de fase 2 com pessoas que já haviam passado por cirurgia e quimioterapia.
Apesar da resposta imune, a pesquisa ainda não demonstrou que a vacina reduz o risco de retorno do câncer ou prolonga a sobrevida.
Os resultados foram publicados em 23 de outubro na revista científica Nature Medicine. O estudo avaliou a camupepimut, uma vacina desenvolvida para ensinar as células de defesa a reconhecer sete mutações comuns no gene KRAS, presente em cerca de 90% dos casos de adenocarcinoma ductal pancreático, o tipo mais frequente da doença.
O câncer de pâncreas tem uma taxa elevada de recorrência, mesmo após o tratamento. A vacina foi desenvolvida para estimular o organismo a identificar células que apresentam alterações no gene KRAS, que podem favorecer a sobrevivência e o crescimento do tumor.
O ensaio clínico incluiu 144 pacientes com câncer de pâncreas associado a mutações no gene KRAS. Todos haviam sido submetidos à cirurgia e à quimioterapia e não apresentavam sinais visíveis da doença nos exames de imagem no início da pesquisa.
Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: 96 receberam a vacina e 48 fizeram parte do grupo de controle.
Entre os pacientes vacinados, 90 puderam ser avaliados quanto à resposta imunológica. Desse total, 98,9% apresentaram aumento da atividade das células T contra as mutações do KRAS. Essas células fazem parte do sistema de defesa do organismo e ajudam a reconhecer e combater ameaças, incluindo células cancerígenas.
Em mais de 80% dos participantes avaliados, a resposta das células T foi pelo menos nove vezes maior do que antes da vacinação.
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