Outro dia, no momento de leitura, me deparei com esta frase: “Como culpar o vento pela desordem feita, se fui eu que deixei a janela aberta?”
Comecei a pensar, a refletir e a me perguntar se, no dia a dia, muitas vezes, tenho colocado o “vento”, ou melhor, o outro como responsável pela frequente “ventania” que sopra
sobre minha “janela”, sabendo que a mesma foi por mim deixada “aberta”.
Pensando bem, sobre o “vento” eu não tenho nenhum controle, contudo, sobre a “janela”, com certeza, é de minha total responsabilidade deixá-la aberta ou fechada, bem como, a “desordem feita” é, tão somente, consequência do fato de escolher deixar a “janela” aberta.
É sabido que responsabilidade refere-se à habilidade em responder, contudo, é preciso estar sempre atento às demandas, às ações para que, ao invés de tão somente reagir, analisar, avaliar, gerar soluções, respostas, resolver com competência o requerido.
Que tenhamos sabedoria, controle e responsabilidade para sabermos quando deixar a “janela” fechada ou aberta e que o “vento” continue sendo uma deliciosa brisa a banhar nossos rostos.

João Paulino Quartarola é administrador de empresas, especialista em psicanálise clínica e personal coach. O e-mail de contato é o jpquartarola@terra.com.br.

O Vento e a Janela