OMS diz que são 2,6 milhões de mortes por erro todo ano pelo mundo. Entretanto, os acertos eles não divulgam, principalmente nessa pandemia do vírus chinês em que a OMS tem sido omissa e até criminosa com a categoria

Em decisão recente, tanto médico como hospital foram condenados a indenizar paciente por erro médico, após confundir Acidente Vascular Cerebral com embriaguez A condenação de um hospital particular de Brasília e de um médico a indenizarem, solidariamente, uma paciente por erro médico, foi mantida em 2ª instância, por unanimidade. O caso aconteceu após o médico confundir um Acidente Vascular Cerebral (AVC) com embriaguez, o que impediu o tratamento imediato correto e originou sequelas definitivas na vítima.
Além de indenização por dano moral de R$ 60 mil e material de R$ 49 mil relativos às despesas com tratamento médico, o Desembargador Humberto Ulhôa, da 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Território (TJDFT), condenou o hospital e o médico responsável pelo atendimento da jovem ao pagamento de uma pensão vitalícia mensal, no valor de um salário-mínimo vigente.
Com a imagem da tomografia realizada no dia seguinte ao atendimento e a extensão do AVC no lado esquerdo do cérebro, foi caracterizado um AVC subagudo, que acontece entre 15 a 18h após ter início. Essas imagens provaram que a paciente estava sofrendo um AVC no momento que deu entrada no pronto socorro, na noite anterior ao exame.
Para a advogada especialista em Direito Médico Mérces da Silva Nunes, essas decisões representam um reconhecimento da Justiça pela prova efetiva, produzida no processo, que demonstrou o erro médico. “O resultado da tomografia foi suficiente para o tribunal entender o erro médico e condenar, tanto o hospital quanto o médico, a pagarem a indenização. Foi um reconhecimento da aplicação da Justiça pela ampliação da condenação, pois as sequelas vão acompanhar a paciente pelo resto da vida”, relata a advogada.
Segundo Mérces, a defesa do Hospital insistiu até o último momento em tentativas para encobrir o erro. “Tanto o hospital quanto o médico passaram a desqualificar a imagem e a idoneidade da menina, com a afirmação de que era usuária de drogas. Essa hipótese foi totalmente afastada, com a realização de exames toxicológicos em dois laboratórios, que retroagem cerca de 90 a 120 dias e os resultados foram 100% negativos. Trata-se de uma conduta lamentável, do hospital e do médico, de tentarem desqualificar a menina para encobrir as suas responsabilidades”, aponta.
2,6 milhões morrem
no mundo todo ano
Segundo dados do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o número de ações por erro médico triplicou no país nos últimos seis anos, levando, inclusive, ao aumento da procura de seguro para esses casos pelos profissionais de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também contabiliza informações sobre erros médicos, estimando que, todos os anos, o problema deve causar a morte de 2,6 milhões de pessoas em todo o mundo.
Sobre os índices no Brasil, Mérces relata que a quantidade de processos contra médicos e instituições vem aumentando de forma significativa. “A população está mais atenta, mais instruída para tomar uma providência urgente quando isso acontece”, informa.

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