O que são essas substâncias e como elas podem afetar os animais

Levar um estilo de vida saudável e natural está cada vez mais popular e, aos poucos, pessoas têm prestado mais atenção em sua saúde e nas escolhas que fazem na hora de se alimentar. A busca por uma refeição balanceada de qualidade tem feito surgir questionamentos sobre os ingredientes encontrados nos alimentos, e o comportamento se estendeu também para os cuidados que temos como nossos melhores “aumigos”.

Para ajudar na tarefa de selecionar o que é mais saudável para nossos cães e gatos, confira as informações fornecidas pela marca Pet Delícia.

O que são todos aqueles nomes estranhos na embalagem de comida dos nossos pets?

Parece outra língua, nós sabemos, mas a verdade é que são as denominações específicas de uma série de corantes e conservantes que são colocados na comida de nossos cães e gatos. De acordo com a engenheira de alimentos Adriana Pavesi Bragotto, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), essas substâncias são utilizadas para alterar características físicas, químicas, biológicas e/ou sensoriais dos produtos. Se fazem bem ou mal, a verdade é que depende, e a opinião dos estudiosos varia muito, por isso é importante conhecer um pouco mais sobre elas, afinal, quem escolhe o alimento do seu pet é você.

Com a variedade de opções de rações secas, alimentos úmidos e alimentos naturais disponíveis nas prateleiras de supermercados, ler o rótulo dos produtos para entender qual a escolha mais saudável e adequada para seu pet tornou-se indispensável. É cada vez mais necessário pesquisar sobre a qualidade de cada ingrediente e ter olhar crítico a respeito de aditivos artificiais como conservantes e corantes.

Conservantes

Como diz o próprio nome, conservantes são responsáveis por aumentar a vida útil dos alimentos, impedindo a contaminação por microrganismos que podem ser muito prejudiciais para o nosso corpo e o dos nossos cachorros e gatos, provocando reações alérgicas, problemas renais, aumento no nível de colesterol e má absorção das vitaminas A e D.

BHA E BHT

 O BHA e o BHT são dois conservantes muito comuns, que aparecem nas fórmulas de maquiagens, cosméticos, medicações e alimentos no geral, pois atuam na proteção das gorduras e óleos desses produtos, impedindo que mudem de forma, sabor ou odor. A regulação do BHA e do BHT é feita pela Food and Drug Administration (FDA), órgão regulatório dos Estados Unidos, que determina segura a utilização desses antioxidantes quando feita nas quantidades recomendadas, ou seja, menos de 200 ppm de teor de gordura ou óleo na composição do produto.

Ainda assim, segundo a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC), já existem provas suficientes para provar que o BHA é carcinogênico, pois impacta diretamente no DNA, que entra em mutagênese e gera DNA cancerígeno. O BHT segue o mesmo caminho, mas para este não há tantas evidências.

Fique atento! Na hora de escolher a alimentação para o seu pet, confira a embalagem: esses conservantes estão sempre listados! No entanto, eles podem aparecer com um desses nomes: advastab 401, agidol, agidol 1, alkofen BP, antioxidant 29, antioxidant 30, antioxidant 4, antioxidant 4K, antioxidant KB, antioxyne b, antrancine 8, antrancine 12, butylated hydroxyanisole, butylated hydroxytoluene, eec n°e320, embanox; nipantiox 1-f, protex, sustane 1-f, tenox BHA e DBPC.

O uso de conservantes na alimentação pet

Não tem muito como fugir dos conservantes sintéticos, eles estão por toda parte e as vezes olhando uma prateleira no mercado fica difícil de saber o que escolher para os nossos estimados companheiros. E quando o assunto são essas substâncias, da ração seca à alimentação natural são muitas opções e diferenças.

A veterinária especializada em alimentação natural e oncologia clínica Beatriz Terenzi Seixas aponta em seu texto sobre tipos de comida para cachorro que, entre as rações secas, o aconselhável é escolher as de categoria Premium e Super Premium. Sempre com atenção aos rótulos para evitar os produtos que possuem grãos transgênicos, corantes artificiais e, claro, conservantes como BHA, BHT, propilenoglicol e etoxiquina.

Novos tempos pedem inovação. Por isso é momento da indústria encontrar novas soluções, repensando a utilização de tantos conservantes e até mesmo o material de que são feitas suas embalagens, por exemplo. E aqui produtos enlatados unem o útil ao agradável, já que tem fama de durarem muito tempo e são super práticos, além de que, no final, podem ser reciclados. Pelo seu material, as latas oferecem uma gama de possibilidades durante seu processamento e quando prontas protegem os alimentos da luz e outros agentes externos que podem danificar as propriedades nutricionais dos alimentos.

A melhor opção para quem quer fugir dos conservantes a todo custo é a alimentação natural (AN), onde a inserção dessas substâncias não é feita e se tem muito mais controle do que é colocado nas receitas. Há algum tempo a AN é tendência no mercado pet e é aprovada pelo professor Márcio Brunetto, especialista em nutrição animal da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, que já reconheceu os benefícios dessa dieta.

Nas latinhas da Pet Delícia só entram ingredientes selecionados e 100% naturais. As receitas, além de não conterem transgênicos, são todas sem conservantes sintéticos, já que passam por um processo delicado de cozimento que elimina todos os microrganismos vivos que podem fazer mal ao serem ingeridos. O extrato do chá verde e o alecrim, por exemplo, são conservantes naturais que estão presentes nas receitas, que também são funcionais e colaboram para a palatabilidade de cada uma das fórmulas.

Corantes

É de se concordar que um prato colorido é muito mais atrativo que um monocromático. Existem estudos que comprovam que as cores de um alimento e até do objeto em que ele é servido influenciam em como desfrutamos da comida, com isso, fica claro o motivo pelo qual utilizam tantos corantes na indústria de alimentos. Essas substâncias são responsáveis por realçar cores, dando uma aparência mais agradável e chamativa para os ingredientes em uma receita. No entanto, o prato mais bonito nem sempre é o mais saudável.

Somente um médico veterinário é capaz de diagnosticar se um pet tem ou não alergia alimentar, mas muitos tutores alegam que o corante presente nas refeições que oferecem aos seus bichinhos é o responsável por causar dermatites e alguns problemas na digestão. Calcula-se que pelo menos 15% dos cães apresentam alergia de pele, contudo, a hipersensibilidade alimentar, e não alergia alimentar, é apenas a terceira causa mais comum no quadro alérgico de cachorros e gatos.

Na dúvida, o melhor é não colocar a saúde do seu bichinho à prova e ficar longe de dietas com ingestão de corantes artificiais. No mercado, é só evitar produtos com a frase “colorido artificialmente” e dar prioridade as versões naturais, hoje mais populares. Na alimentação natural corantes e palatabilizantes mostram-se desnecessários, pois os ingredientes são selecionados de acordo com a sua qualidade, o que garante sabor, aroma e cores vivas as receitas sem precisar de nada artificial.

Fica dica da Pet Delícia: Uma receita com harmonização de ingredientes de qualidade jamais precisará de corantes artificiais para mascarar seu aspecto visual e despertar o interesse do seu amigo de quatro patas. Nossos pets têm olfatos super desenvolvidos e identificam a comida pelo cheiro na mesma hora em que são abertas para serem servidas, por isso fica claro que esses corantes servem apenas para influenciar a percepção dos tutores.

Você realmente se importa com a saúde do seu melhor amigo?

Da mesma maneira que maus hábitos alimentares e uma rotina de exercícios fraca pode nos trazer muitos malefícios, como a obesidade, para os pets essa também é a realidade. Se você procura opções saudáveis para você, por que também não para o seu peludinho? Pesquise! Se informe a partir de fontes confiáveis e não hesite em perguntar para o seu veterinário qual o melhor modo de manter o seu melhor amigo em forma. O mercado hoje oferece muitas possibilidades, basta escolher a que melhor se adapta a sua rotina, além de caber no orçamento e atender as necessidades de saúde do seu pet, é claro.

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Conservantes e corantes são prejudiciais?