O advogado Martin De Luca, que representa a Rumble e a Trump Media & Technology Group, afirmou que a decisão da Justiça da Flórida que autorizou a participação do governo brasileiro na ação contra o ministro do STF Alexandre de Moraes não encerra nem enfraquece o processo em curso.

A manifestação ocorre após a decisão da juíza Mary Scriven, da Corte Distrital da Flórida, que permitiu a entrada formal da Advocacia-Geral da União (AGU) no caso e adiou a análise do pedido de arquivamento apresentado pelo Brasil.

Brasil entra no processo, mas decisão final ainda será analisada

Segundo De Luca, a medida apenas autoriza que o Brasil apresente seus argumentos no processo, sem que isso signifique reconhecimento automático de que o país seja a parte principal da ação.

A juíza também suspendeu temporariamente a possibilidade de julgamento à revelia contra Moraes, solicitado pelas empresas, e determinou que a questão será analisada em momento posterior.

Debate jurídico sobre decisões do STF nos EUA

A ação movida pela Rumble e pela Trump Media discute se ordens emitidas por Moraes, com efeitos sobre empresas norte-americanas, poderiam ser aplicadas sem passar pelo sistema judicial dos Estados Unidos.

Já a AGU sustenta que o ministro atuou no exercício de suas funções como integrante do Supremo Tribunal Federal e, portanto, estaria protegido por imunidade de jurisdição.

Próximos passos

Com a decisão, as empresas terão prazo de 14 dias para responder ao pedido de extinção do processo apresentado pelo governo brasileiro.

A magistrada também manteve em aberto a análise sobre o mérito da ação, que seguirá tramitando na Justiça federal dos Estados Unidos enquanto as partes apresentam suas manifestações.

Fonte: Terra Brasil

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