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A decisão do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, de promover mudanças em sua equipe de defesa chamou a atenção de integrantes do PT e reacendeu especulações sobre os desdobramentos das investigações relacionadas ao chamado caso Master.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, Augusto Lima passou a adotar uma postura mais ativa em relação às investigações e reforçou sua defesa com dois advogados. O caso é apurado desde o fim de 2025 e envolve suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A movimentação repercutiu entre assessores e parlamentares petistas na noite de terça-feira (4). Augusto Lima mantém relação próxima com integrantes do PT da Bahia, seu estado de origem.
De acordo com investigações da Polícia Federal, o empresário teria ao menos 74 registros de contato com o senador Jaques Wagner (PT-BA).
Defesa passa por mudanças
Na noite de terça-feira, os advogados Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso e outros integrantes do escritório responsável pela defesa de Augusto Lima formalizaram a renúncia ao caso.
Apesar da saída do grupo, o empresário manteve em sua equipe os advogados Sebastián Mello e Eduardo Toledo, que seguem responsáveis por sua representação.
Empresário nega mudança na estratégia
Em nota, Augusto Lima afirmou que a alteração na composição da defesa não representa qualquer mudança na estratégia adotada durante as investigações.
“Augusto Lima informa que a destituição do escritório Figueiredo e Velloso não muda em absolutamente nada a estratégia. A defesa constituída repudia de forma veemente qualquer ilação acerca de eventual delação e segue confiante de que a inocência de Augusto Lima ficará provada no curso da investigação”, diz a nota assinada pelos advogados Eduardo Toledo e Sebastián Mello.
Até o momento, não há confirmação de mudança na linha de defesa nem de qualquer acordo de colaboração por parte do empresário. As investigações seguem em andamento.
Fonte: Terra Brasil
