Marco Buzzi, ministro do STJ — Foto: José Alberto/STJ

Afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e com julgamento marcado para o início de agosto em um processo que apura acusação de assédio sexual, o ministro Marco Buzzi também é alvo de outra investigação. Desta vez, o magistrado é investigado em um inquérito que apura uma suposta venda de decisões no âmbito da Corte.

O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Em maio, o ministro Cristiano Zanin decidiu manter a investigação sob responsabilidade do STF, argumentando que as apurações envolvem autoridades com prerrogativa de foro.

Além de Marco Buzzi, o ministro do STJ Paulo Dias de Moura Ribeiro também figura entre os investigados no inquérito que apura a suposta comercialização de decisões judiciais, segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com informações apuradas pela imprensa, conversas atribuídas ao lobista Andreson de Oliveira Gonçalves — investigado por suspeita de negociar decisões judiciais e corromper assessores de ministros do STJ — fazem referência a um familiar de Marco Buzzi.

Em nota, a assessoria do ministro afirmou que ele “não tem relação com atividades de nenhum de seus familiares, ao contrário, é impedido de exercer função de juiz em casos que familiares atuem”.

A defesa também informou que o magistrado “não tem conhecimento de andamentos do caso em tela”.

As investigações seguem em andamento no Supremo Tribunal Federal, sem decisão definitiva sobre as suspeitas apuradas.

Fonte: Terra Brasil

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