No fim do encontro, Alexandre de Moraes tirou fotos com os alunos e autografou os livros dos estudantes | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), optou por não responder aos questionamentos da equipe da Revista Oeste após participar de um ciclo de debates na capital paulista. O episódio aconteceu na manhã da última sexta-feira (10), nas dependências da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco.

O magistrado esteve no Auditório Ruy Barbosa Nogueira para palestrar sobre o tema “Eleições e democracia: os desafios do mundo contemporâneo”. Após a exposição, Moraes interagiu com o público, participando de sessões de fotos e autógrafos com estudantes.

Ao ser procurado pela reportagem, o ministro declarou que não daria declarações oficiais: “Não estou falando com a imprensa”, afirmou. Na sequência, ao ser indagado especificamente sobre as recentes polêmicas envolvendo as cúpulas dos Três Poderes e o nome do Banco Master, Moraes manteve o silêncio. A esquiva ocorreu justamente após um discurso focado no fortalecimento institucional. Vale lembrar que o nome do ministro, de sua esposa, Viviane Barci, e de Dias Toffoli têm surgido em discussões sobre possíveis ligações com a referida instituição financeira e seu ex-CEO, Daniel Vorcaro.

Críticas às Redes Sociais e “Doutrinação”

Durante sua fala aos alunos, o ministro dedicou parte considerável do tempo para criticar o funcionamento das plataformas digitais. Segundo Moraes, as redes sociais operam um sistema de “lavagem cerebral” através de seus algoritmos.

Ele explicou que as ferramentas são desenhadas para identificar os interesses do internauta e entregar conteúdos que reforcem suas preferências, criando uma bolha. “Os algoritmos foram sendo preparados para doutrinar as pessoas”, defendeu o magistrado. Para ele, o sistema primeiro atrai o usuário com conteúdos de seu agrado para, posteriormente, exercer influência direta, gerando o clima de hostilidade observado atualmente.

“Antissistema” e Fascismo

Moraes também classificou como um “absurdo que deu certo” o fato de grupos que detêm o controle — citando o mercado financeiro, as big techs e a extrema-direita — se posicionarem como vozes contrárias ao sistema vigente. Segundo sua análise, essa estratégia capturou o ressentimento de parte da população, convertendo-o em força eleitoral.

Ao finalizar, o ministro refletiu sobre os retrocessos democráticos globais, questionando por que, após o fim de regimes ditatoriais, tantas pessoas voltaram a aderir a conceitos fascistas. “O que antes faziam escondido, agora fazem nas redes sociais”, concluiu.

ASSISTA:

www.youtube.com/watch?v=5Uj3Ji_clGM

Com informações de Revista Oeste.

Fonte: Diário Do Brasil

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