
Mendonça: “O povo não quer que se persiga ninguém, mas também não quer que se proteja indevidamente pessoas que deveriam ser responsabilizadas” (Rosinei Coutinho/STF)
Prestes a completar cinco anos no STF, o ministro André Mendonça faz um balanço dessa caminhada no novo podcast do ITER, o instituto do qual ele sócio, que vai ao ar nesta sexta-feira.
Na conversa com os jornalistas Deine Suruagy e Felipe Recondo, o ministro reflete sobre o papel do Supremo no país e o próprio dever dele como relator de investigações rumorosas de corrupção como o caso do Banco Master e a farra do INSS — o ministro também relata inquéritos contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que teve seu caso desmembrado da apuração na Previdência.
Para Mendonça, “o povo não quer que se persiga ninguém, mas também não quer que se proteja indevidamente pessoas que deveriam ser responsabilizadas”. A questão é uma só: credibilidade.
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“O que a sociedade espera do Supremo é aplicar a lei de forma imparcial. Uma decisão aplicada de forma fundamentada, onde se transmita credibilidade e imparcialidade na aplicação da lei, mesmo as partes que perdem podem discordar, mas respeitam”, diz Mendonça.
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“Nós precisamos ser um poder que preserve — volto a dizer — essa relação de confiança. O que a sociedade espera? Respeito”, segue o ministro.
Durante a conversa, gravada no dia 27 de julho, a seguinte questão foi apresentada a Mendonça: “Ministro, a gente está gravando esse episódio aqui alguns dias depois do senhor determinar a abertura de uma investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, que tem como um dos objetos o senador Flávio Bolsonaro. No caso Master menciona-se na imprensa possível envolvimento de ministros do Supremo. O senhor abriu essa investigação, autorizou a abertura dessa investigação sobre financiamento de filme, talvez contra as expectativas das pessoas, de que por ter sido indicado pelo presidente Bolsonaro, o senhor poderia fazer uma certa obstrução a essas investigações. Qual é o papel do senhor na condução dessas investigações, tanto do caso Master quanto do caso do INSS e essas outras investigações, sabendo que pode atingir eventuais pessoas que sejam próximas, integrantes do Supremo?”
Mendonça respondeu objetivamente:
“Meu papel é ser imparcial. Acho que esse é o meu papel. E o quão mais eu me mantiver nesse eixo, eu acho que eu vou corresponder aquilo que a Constituição espera de mim, e por decorrência acho que a própria sociedade”, disse o ministro ao ITER Cast.
O programa vai ao ar quinzenalmente, às sextas-feiras, às 14h, no YouTube do Instituto Iter e no Spotify.
Com informações de VEJA
Fonte: Diário Brasil
