
Foto: Evaristo Sa / AFP
Na tentativa de reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a recorrer ao medo como estratégia eleitoral. O PT tem ampliado os alertas sobre uma eventual vitória do adversário, associando a chegada do presidenciável do PL ao Palácio do Planalto a riscos de retrocessos, perda de direitos e mudanças em políticas públicas, numa tentativa de convencer eleitores que optaram por Flávio a mudar de voto. A comunicação tem um foco amplo: tanto os apoiadores de Flávio pouco convictos como os indecisos ou que votaram em outros candidatos no primeiro turno.
A campanha de Lula pretende explorar o risco de Flávio cortar programas como o Farmácia Popular e a falta de distribuição de remédios gratuitos. Vão recorrer ainda ao fato de no governo de Jair Bolsonaro não ter havido aumento real do salário-mínimo para afirmar que essa política voltará a ser aplicada se o filho do ex-presidente for eleito. A declaração do candidato de que pretende mudar a Constituição também será usada. Na terça-feira, Flávio afirmou que vai usar a nova composição do Congresso para promover mudanças na Constituição e “redemocratizar o país”.
COM INFORMAÇÕES DE O GLOBO
Fonte: Diário Brasil
