Arte/Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta quinta-feira (19), no Palácio da Alvorada, em Brasília, com Marco Aurélio de Carvalho, advogado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

O encontro aconteceu em meio às investigações da Polícia Federal envolvendo o filho do presidente. Lulinha é alvo de apurações relacionadas a suspeitas de tráfico de influência e corrupção. Entre os pontos investigados está uma possível atuação junto ao Ministério da Saúde em negociações relacionadas à autorização para comercialização de cannabis medicinal.

De acordo com interlocutores de Lula, porém, a reunião teve como foco as eleições em São Paulo. Além de atuar na defesa de Lulinha, Marco Aurélio é coordenador da campanha de Lula no estado. As mesmas fontes afirmaram que outros aliados paulistas também participaram da conversa.

Lula cancelou agenda no STJ

Na noite de quarta-feira (18), Lula cancelou um compromisso que teria no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O presidente estava previsto para participar, às 18h, da cerimônia de posse de Luis Felipe Salomão e Mauro Luiz Campbell Marques como presidente e vice-presidente da Corte, respectivamente.

Marco Aurélio de Carvalho mantém uma atuação considerada combativa na defesa de Lulinha. O advogado já afirmou que uma ala da Polícia Federal estaria conduzindo a investigação com viés eleitoral e acusou a existência de “vazamentos seletivos” de informações.

Coordenador do grupo de advogados Prerrogativas, Marco Aurélio chegou a ser considerado para comandar a área jurídica da campanha de Lula. Entretanto, divergências com integrantes da cúpula da campanha teriam afastado essa possibilidade.

Caso Lulinha preocupa campanha

As investigações envolvendo Lulinha são acompanhadas com atenção pela equipe eleitoral de Lula, principalmente porque o caso pode associar o presidente a acusações de corrupção, tema que vem sendo explorado por adversários ligados ao bolsonarismo.

Segundo a avaliação de auxiliares do presidente, entretanto, o impacto eleitoral do caso seria maior apenas diante de um acontecimento de maior gravidade, como uma eventual prisão de Lulinha.

Aliados de Lula avaliam que as acusações envolvendo o filho já são utilizadas em campanhas eleitorais e não teriam impedido eleitores de votar no presidente. Ao mesmo tempo, reconhecem que uma eventual absolvição de Lulinha também não necessariamente representaria ganho eleitoral para Lula.

A estratégia do PT é argumentar que os adversários do presidente não representam uma alternativa de “moralidade” política. A campanha também pretende explorar o chamado caso Dark Horse e destacar que Lulinha e Marcola não disputam eleições, enquanto o senador Flávio Bolsonaro é candidato.

Fonte: Terra Brasil

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