Nos bastidores, ministros avaliam que investigar Moraes abriria precedente para apurar também Toffoli, Nunes e Fux, já citados em casos envolvendo o Master – (crédito: Fachin durante plenária do STF nesta quarta-feita (19/8))

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ouvidos sob reserva pela reportagem, avaliam que eventuais provas contra o ministro Alexandre de Moraes no caso Master podem ser anuladas por terem sido obtidas pela Polícia Federal sem a autorização prevista no regimento da Corte.

Conversas envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foram tornadas públicas nesta terça-feira (1º/9). No entanto, segundo a avaliação dos magistrados, para que a investigação pudesse prosseguir, seria necessário que o relator do caso, ministro André Mendonça, solicitasse autorização dos demais integrantes do STF, já que se trata de um colega de plenário.

Mendonça indicou que o caso deve ser levado ao plenário pelo presidente do Tribunal, Edson Fachin.

Nos bastidores, a avaliação é de que uma eventual abertura de investigação contra Moraes poderia abrir precedente para atingir também os ministros Dias Toffoli, Kassio Nunes e Luiz Fux, que já foram citados anteriormente em situações envolvendo o Banco Master.

Os magistrados ouvidos pela reportagem acreditam que seria mais fácil o plenário anular as provas colhidas pela Polícia Federal do que autorizar a abertura de um inquérito contra Moraes.

O ministro Edson Fachin avalia quais medidas deverá adotar, mas a tendência é que convoque uma reunião administrativa para discutir a situação.

Há, no entanto, receio de uma eventual ofensiva por parte do Senado Federal, a quem cabe julgar integrantes do Supremo Tribunal Federal.

Com informações de Correio Brasilience

Fonte: Terra Brasil

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