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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) autorizou o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) a pagar R$ 455,7 milhões em valores atrasados a 314 magistrados. O montante corresponde ao Adicional por Tempo de Serviço (ATS) e é o maior entre os pagamentos considerados aptos pelo órgão após uma auditoria realizada em 63 tribunais.

O benefício acrescenta 5% aos vencimentos dos magistrados a cada cinco anos de serviço, com limite de 35%. Os valores autorizados pelo CNJ ainda dependem de aval do Supremo Tribunal Federal (STF) para serem efetivamente pagos.

Benefícios podem superar R$ 1 bilhão

O levantamento aponta que quatro tribunais tiveram cálculos considerados aptos pelo CNJ, somando um potencial de R$ 1,1 bilhão em pagamentos.

Além do TJDFT, aparecem na lista:

  • TJES: R$ 331,7 milhões para 408 magistrados;
  • TRF3: R$ 283 milhões para 246 beneficiários;
  • STJ: R$ 91,5 milhões para 111 beneficiários.

Os valores estão relacionados a benefícios retroativos do Judiciário.

Maioria dos tribunais terá de refazer cálculos

A auditoria identificou problemas na maioria das cortes analisadas. Dos 63 tribunais, 58 tiveram os cálculos considerados inaptos pelo CNJ.

Um dos principais problemas encontrados foi a utilização de bases de cálculo diferentes das estabelecidas pelo conselho. Essa inconsistência foi identificada em 28 tribunais.

As cortes que tiveram os cálculos rejeitados deverão corrigir as informações e encaminhar novas planilhas ao CNJ para análise.

A auditoria foi determinada pelo STF dentro das regras estabelecidas em junho para avaliar o pagamento de benefícios retroativos a integrantes do Judiciário, incluindo os chamados “penduricalhos”, verbas que, em determinadas situações, podem ficar fora do teto constitucional do funcionalismo público.

Fonte: Terra Brasil

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