REPRODUÇÃO FOLHA DE SÃO PAULO

O ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT) Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, é um dos assessores mais próximos do petista e deixou o cargo há duas semanas para atuar na coordenação da campanha à reeleição. Sua atribuição é cuidar da agenda do candidato em parceria com o ex-ministro Gilberto Carvalho, como ocorreu em 2022.

Na segunda-feira (3), Ribeiro afirmou ter recebido pagamentos de Roberta Luchsinger —investigada pela Polícia Federal e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha— como referentes a um empréstimo feito com a empresária. “Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, disse em nota.

Em dezembro passado, Luchsinger foi alvo de buscas na Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de débitos não autorizados em aposentadorias e pensões. Segundo a apuração, a fraude teria descontado mais de R$ 6 bilhões de beneficiários do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) de 2019 a 2024.

Como chefe do gabinete pessoal do mandatário, o cientista político foi responsável por organizar os compromissos presidenciais e ajudar com materiais para tarefas diversas, como a elaboração de pronunciamentos, segundo o site do Palácio do Planalto.

Marcola foi assessor pessoal e político e era responsável por planejar e acompanhar reuniões e viagens antes do início do terceiro mandato do petista. Foi também coordenador-executivo das agendas das caravanas de Lula pelo Brasil em 2017 e 2018.

O cientista político foi um dos principais interlocutores de Lula durante a prisão em Curitiba, de abril de 2018 a novembro de 2019. Responsável por atender a pedidos diversos, como a distribuição de recados a políticos e amigos, ele foi, segundo a coluna Mônica Bergamo, um dos “pombos-correios” do então ex-presidente ao levar as cartas de Rosângela Silva, a Janja, com quem o petista se casou em maio de 2022.

“Eu comecei a recolher notícias de amigos, porque achei que era isso que ele [Lula] queria que eu fizesse. [Perguntava] como estava a moral de alguns movimentos e de alguns sindicatos. […] Quando eu chegava em casa à noite, pegava o histórico de todo mundo que me ligou e mandou WhatsApp, colocava isso em uma carta e entregava para ele no dia seguinte”, disse Ribeiro em entrevista à jornalista Julia Duailibi no documentário “Visita, Presidente”, da GloboNews.

Natural do município de Caraguatatuba (SP), Marcola é mestre em ciência política pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), instituição em que cursou graduação em ciências sociais. Antes de trabalhar com Lula, foi assessor parlamentar na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) e na Câmara dos Deputados.
Com informações de Folha de São Paulo

Fonte: Diário Brasil

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