
REPRODUÇÃO DE VÍDEO
Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra da Tríplice Aliança abriu crise diplomática entre Brasil e Paraguai. Durante visita à fábrica da Avibras, em Jacareí, no interior de São Paulo, na última sexta-feira (24), Lula defendeu investimentos nas Forças Armadas fazendo menção direta ao território guarani. “Nós gostamos da paz, mas não podemos esquecer que, um belo dia, o Paraguai decidiu invadir o Brasil. Invadiu Corumbá e, ao mesmo tempo, invadiu o Uruguai e a Argentina. E essa guerra, que parecia que não ia dar em nada, durou cinco anos.”
A formulação foi recebida no Paraguai como uma simplificação que atribui responsabilidade exclusiva ao país vizinho por um conflito cuja historiografia reconhece causas mais complexas, incluindo a intervenção militar brasileira no Uruguai como fator desencadeante.
O deputado federal Rubén Rubin, da oposição, foi o mais inflamado entre os parlamentares que se manifestaram. “Juro que enquanto eu representar o meu país, defenderei com bravura os interesses da pátria. E se assim não for, que Deus e a pátria me demandem. Se não podemos responder com firmeza a estupidez que Lula disse, muito menos seremos capazes de negociar com coragem nosso excedente energético ou garantir a nossa navegação na hidrovía. Desde a relação com a Tríplice Aliança até os dias de hoje, a intromissão dos nossos países vizinhos é total.”
“Depois da guerra, a situação era complexa. O Brasil saqueou a capital, violou as nossas mulheres e tomou o Palácio de López. Hoje, a nossa história nos exige romper com essa tendência. Querer distorcer a nossa história não é algo menor. Quem cala, consente”, emendou.
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Fonte: Diário Brasil
