Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Apesar do avanço recente nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vê as dificuldades em encontrar um palanque para chamar de seu em Minas Gerais, considerado um estado decisivo para qualquer eleição presidencial, como uma das principais dores de cabeça de sua campanha à reeleição neste momento.

Aliados do mandatário confirmam a preocupação e afirmam que o PT intensificará conversas para definir – ou, no pior dos cenários, começar a tirar do papel – uma chapa mineira competitiva que defenda a postulação de Lula ao Palácio do Planalto.

Preferido do petista para a disputa, Rodrigo Pacheco conversou com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, no início da semana e rejeitou a possibilidade de concorrer ao comando do Palácio da Liberdade.

A partir disso, várias alternativas, de dentro do PT e de partidos aliados, passaram a ser levantadas por dirigentes do partido.

A opção caseira perfeita seria a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, que é pré-candidata ao Senado e resiste à possibilidade de migrar para a corrida ao governo de Minas.

Um argumento que pode contribuir para que Marília não seja obrigada a mudar de planos é o fato de ela pontuar bem nas pesquisas recentes ao Senado. Uma das prioridades de Lula é fazer uma bancada expressiva no Senado para evitar um domínio absoluto da direita na Casa.

Outro nome apontado é o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, que esta no PDT. Os primeiros acenos já foram feitos, mas ele tem demonstrado resistência em abrir o palanque para presidenciáveis.

O PSB, por sua vez, teria apresentado o empresário Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar, como opção.

Dentro do PT, há muito ressentimento pelo fato de Lula ter insistido tanto tempo em Pacheco como plano A.

Ainda assim, há o sentimento de que é preciso resolver o cenário o quanto antes – o próprio presidente já disse ter pressa -, já que o PL de Flávio Bolsonaro, principal adversário do petista, avançou algumas casas nos últimos dias para fechar uma aliança com o senador Cleitinho, que ainda não se colocou na disputa, mas é bem cotado pelos levantamentos.
Com informações de VEJA

Fonte: Diário Do Brasil

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