A CP (Comissão Processante) aberta para apurar o pedido de improbidade administrativa contra a vereadora Professora Daniela (PL) encerrou todas as oitivas com as partes envolvidas no polêmico ‘caso da carteirada’. A previsão é que os vereadores votem pela cassação ou rejeição do pedido em sessão ordinária, no dia 30.

Em seu depoimento, a vereadora negou que tenha cometido tráfico de influência ao ligar para a comandante da Polícia Militar, a tenente-coronel Márcia Cristina Cristal Gomes, durante a apreensão do veículo de sua família no dia 16 de agosto deste ano.

Durante as oitivas, oito pessoas foram ouvidas pelos integrantes da CP, composta pelos vereadores João do Bar (PP), Mário Coraíni Junior (PTB) e José Carlos Albuquerque (PSDB).

“Agora a vereadora Professora Daniela tem cinco dias para apresentar sua defesa oficial. O prazo se encerra na segunda-feira (23). E depois tem mais dois dias para que o relator da CP, o vereador Coraíni, apresente seu parecer sobre o caso”, explicou Albuquerque, integrante da comissão.


A policial militar Márcia Cristina Cristal e a vereadora Professora Daniela (PL)

O parecer será encaminhado aos vereadores na próxima quinta-feira (26) e a expectativa é que a plenária vote definitivamente pelo arquivamento ou cassação do mandato da parlamentar na sessão seguinte.

Vandalismo

A Polícia Civil investiga o caso de uma pichação com mensagens ofensivas contra a vereadora Professora Daniela, mencionando o ‘caso da carteirada’, na Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Paulo Freire. As câmeras de segurança da unidade flagraram a ação criminosa na Zona Sul. A vereadora trabalha no local.


Escola Municipal de Ensino Fundamental Paulo Freire foi alvo de vandalismo

Após ser comunicada sobre a pichação, a parlamentar compareceu à CPJ (Central de Polícia Judiciária) e registrou a ocorrência na terça-feira (17).

Os investigadores já solicitaram o arquivo do circuito de videomonitoramento para analisar os vídeos.

Em nota, a Prefeitura de Marília afirmou que “repudia tal atitude e espera que o caso seja solucionado”.

O caso ocorreu após a reeleição da professora Daniela para o cargo de vereadora nas eleições municipais, no último domingo (15). Ela obteve 1.898 votos e conseguiu ser reeleita até 2024.

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Pedido de cassação da vereadora  Professora Daniela será votado em 15 dias