
RICARDO STUCKERT
Pesquisa da Quaest/Genial aponta altos índices de rejeição para Lula e Flávio Bolsonaro em cenário eleitoral de 2026, revelando um ambiente competitivo e polarizado.
A pesquisa Quaest/Genial, divulgada nesta quarta-feira (15/4), indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 55% de rejeição entre os eleitores. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 52% de rejeição, em um cenário de forte divisão política.
Os dois nomes também figuram entre os mais conhecidos do eleitorado, o que amplia o impacto de seus índices. Segundo o levantamento, essa alta exposição tende a influenciar diretamente a formação de opinião para as eleições presidenciais de 2026.
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Por que Lula registra 55% de rejeição entre eleitores?
O levantamento mostra que 42% dos entrevistados afirmam que votariam em Lula, enquanto a maioria, 55%, diz que conhece o presidente, mas não votaria nele. Apenas 2% declararam não conhecê-lo.
Esse cenário sugere um eleitorado já consolidado em posições opostas. A elevada rejeição pode refletir fatores políticos, econômicos e de avaliação do governo, impactando diretamente sua competitividade eleitoral.
Como está a rejeição de Flávio Bolsonaro?
O senador Flávio Bolsonaro apresenta números semelhantes aos de Lula, com 39% de intenção de voto entre os que o conhecem e 52% de rejeição. Outros 9% afirmaram não conhecê-lo, o que ainda indica espaço para crescimento de imagem.
A proximidade dos índices entre os dois principais nomes reforça a polarização do cenário. Ambos têm forte presença pública, o que contribui tanto para a alta taxa de reconhecimento quanto para a rejeição expressiva.
Quais outros nomes aparecem na pesquisa presidencial de 2026?
Além de Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento avaliou outros pré-candidatos ao cenário de 2026. Os números mostram que, embora menos conhecidos, alguns nomes apresentam níveis variados de aceitação e desconhecimento. Entre os principais resultados estão:
Romeu Zema (Novo): 18% votariam, 31% não votariam, 51% não conhecem
Ronaldo Caiado (PSD): 18% votariam, 32% não votariam, 50% não conhecem
Renan Santos (Missão): 6% votariam, 19% não votariam, 75% não conhecem
Cabo Daciolo (Mobiliza): 6% votariam, 26% não votariam, 68% não conhecem
Augusto Cury (Avante): 5% votariam, 14% não votariam, 81% não conhecem
Aldo Rebelo (DC): 4% votariam, 21% não votariam, 75% não conhecem
Samara Martins (UP): 3% votariam, 8% não votariam, 89% não conhecem
O que diz o recorte metodológico da pesquisa e sua confiabilidade?
O estudo foi realizado com 2.004 entrevistados em 120 municípios, entre os dias 9 e 13 de abril de 2026, abrangendo diferentes regiões do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O nível de confiança do levantamento é de 95%, e a pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09285/2026. Esses parâmetros reforçam a credibilidade estatística dos resultados apresentados.
O que os números indicam sobre o cenário político para 2026?
Os dados apontam para um ambiente eleitoral altamente competitivo, com dois principais nomes já fortemente consolidados, mas também bastante rejeitados. Isso sugere um cenário ainda aberto a mudanças.
A elevada taxa de desconhecimento de outros pré-candidatos indica espaço para crescimento. À medida que a eleição se aproxima, a disputa tende a se intensificar com maior exposição dos nomes e reposicionamento político.
Com informações de TERRA BRASIL NOTÍCIAS
Fonte: Diário Do Brasil
