Uma avaliação que se faz do cenário político é que o alto escalão das forças armadas poderiam ter garantido ao STF que a corte poderia agir com dureza contra Bolsonaro, principalmente nas questões do combate à pandemia, que não tomariam nenhuma medida mais dura para deter os avanços de decisões dos ministros, o combate à pandemia foi o palco para o empoderamento dos governadores na crise sanitária, irritasse o presidente Bolsonaro, que não viu nenhum gesto de descontentamento por parte das Forças Armadas.
Gilmar Mendes
No ano passado o ministro Gilmar Mendes esteve no comando do exército para conversar com o general Pujol, comandante há época, fora isso, o ministro da defesa era uma pessoa que tinha muita interlocução com a Corte e pode ter avalizado que o clima era tranquilo e que as decisões, mesmo que duras contra o executivo, não seriam contestadas pelos comandantes.
Depois dos movimentos feitos por Bolsonaro, em que houve a troca do ministro da defesa e a exoneração dos três comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, alguns ministros demonstraram preocupação, isso mostra que a composição antiga deixava o STF em situação confortável.

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STF pode ter “atropelado” Bolsonaro por ter tido respaldo do alto escalão das forças armadas. Mudanças preocupam Supremo
(Brasília - DF, 27/02/019) (E/D) Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez e General-de-Exército Edson Leal Pujol. Foto: Isac Nóbrega/PR