
Governador Tarcísio de Freitas • reprodução/CNN Brasil
Governador de São Paulo afirmou “talvez” ao ser questionado sobre uma eventual candidatura ao Palácio do Planalto
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu pela primeira vez nesta quarta-feira (19) que poderá disputar a Presidência da República em uma eleição futura.
Questionado durante entrevista à Jovem Pan News se pretende concorrer ao Palácio do Planalto, Tarcísio respondeu apenas: “Talvez”.
A declaração ocorreu durante uma rodada de perguntas rápidas, na qual o governador deveria escolher entre as respostas “sim”, “não” ou “talvez”.
Apoio a Flávio Bolsonaro
Nas eleições deste ano, Tarcísio disputa um segundo mandato à frente do governo paulista e declarou apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Pouco antes da pergunta sobre seu próprio futuro político, o governador afirmou, durante a sabatina da emissora, que pretende participar de eventos de campanha ao lado de Flávio. Segundo Tarcísio, uma eventual vitória do senador poderia facilitar a relação entre São Paulo e o governo federal.
Durante a entrevista, o governador também respondeu a outras questões relacionadas às propostas para um possível segundo mandato.
Privatizações e escolas cívico-militares
Tarcísio descartou a realização de novas privatizações de linhas do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Por outro lado, defendeu a ampliação do programa de escolas cívico-militares e afirmou ser favorável à construção de novos presídios no estado.
O governador também rejeitou a possibilidade de conceder isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para carros elétricos.
Segundo Tarcísio, a medida não seria justificável porque esses veículos não são produzidos em São Paulo. “Se fossem, sim”, afirmou.
Posicionamentos políticos
Durante a sabatina, Tarcísio declarou ainda apoio à anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro e se posicionou contra uma regulamentação das redes sociais.
A sinalização sobre uma possível candidatura à Presidência representa uma mudança em relação à postura mais reservada que o governador vinha adotando quando questionado sobre uma eventual disputa pelo Palácio do Planalto.
Fonte: Terra Brasil
