
(Andrew Harnik/Getty Images)
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 16, um endurecimento em sua política de vistos para a América Latina e o Caribe, afetando 26 pessoas em um primeiro momento, embora não tenha dado detalhes sobre seus nomes ou nacionalidades.
“Esta Administração negará às potências adversárias a capacidade de possuir ou controlar ativos vitais ou de ameaçar a segurança e a prosperidade dos Estados Unidos na nossa região”, explicou o governo em um comunicado à imprensa. “Em apoio a este objetivo fundamental, o Departamento de Estado anuncia uma expansão significativa de uma política de restrição de vistos já existente”, acrescentou.
De acordo com a nota, a política permite a restrição de vistos americanos a cidadãos de países do Hemisfério Ocidental que “financiem, deem apoio significativo ou realizem atividades que sejam adversas aos interesses dos Estados Unidos em nosso hemisfério e que os minem”.
Tática conhecida
O governo Trump usou várias vezes a prerrogativa de dar ou retirar vistos.
O caso de maior repercussão foi o do presidente colombiano, Gustavo Petro, após sua presença em uma manifestação pró-Palestina nas ruas de Nova York, em setembro, à margem da assembleia geral das Nações Unidas, onde pediu que soldados americano “desobedecessem às ordens de Trump”.
Em plena queda de braço verbal dos líderes, o Departamento de Estado retirou o visto do colombiano no mês seguinte e também anunciou sanções contra o mandatário e membros de sua família por supostos vínculos com o narcotráfico. As punições foram retiradas em seguida, como parte do processo de normalização das relações entre os dois presidentes, que resultou em um convite a Petro na Casa Branca.
Embora no caso do presidente colombiano, o governo americano tenha dado informações públicas, o Departamento de Estado destacou que não é obrigado a dar nomes por motivos de confidencialidade.
“A administração Trump usará todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional”, concluiu o comunicado.
Com informações de VEJA
Fonte: Diário Brasil
