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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (27) que aprovaria a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em território norte-americano, mas declarou não saber onde o parlamentar estava naquele momento.
“Ouvi dizer que ele está na Argentina”, disse Trump ao ser questionado sobre o assunto. Na mesma ocasião, o presidente afirmou que não teria objeções à viagem e fez comentários sobre a eleição brasileira, que classificou como “muito estranha” e “terrível”, em sua opinião.
Horas antes, uma autoridade da Casa Branca havia confirmado que o Departamento de Estado emitiria vistos para Flávio Bolsonaro e seus familiares, permitindo a entrada do grupo nos Estados Unidos.
Argentina confirma entrada de Flávio Bolsonaro
A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que Flávio entrou no país às 22h50 de terça-feira (27), pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones.
Segundo o órgão, o senador estava acompanhado da mulher, Fernanda, e das filhas, Carolina e Luiza. Os quatro apresentaram documentos de viagem válidos e não tinham impedimentos legais para entrar na Argentina.
Por volta das 23h30, o grupo embarcou em uma aeronave particular da empresa Baires Fly S.A., com destino a Guayaquil, no Equador, conforme o plano de voo informado às autoridades argentinas.
O registro oficial confirmou a entrada do senador no país depois de informações divulgadas anteriormente sobre uma possível viagem. Na manhã de terça-feira, o governo argentino havia negado que Flávio tivesse conseguido entrar no território argentino naquele momento.
Viagem ocorreu após decisão de Moraes
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil apesar de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo o texto original, o proibia de sair do país e determinava a entrega de seus passaportes.
O senador foi intimado pela Polícia Federal na segunda-feira (26), mas não entregou os documentos. Ainda segundo as informações divulgadas, os passaportes foram posteriormente cancelados pela PF.
A medida estaria relacionada a uma investigação que envolve Flávio e o advogado Willer Tomaz, por suspeita de lavagem de dinheiro.
Na segunda-feira, antes da confirmação de sua entrada na Argentina, Flávio havia afirmado nas redes sociais que permaneceria no Brasil para reorganizar a oposição ao governo Lula.
A declaração ocorreu após o segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25), cujo resultado, segundo o texto original, foi favorável a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As I reported hours ago, Flávio Bolsonaro has arrived safely in United States. The mastermind behind this operation is U.S. Secretary of State @SecRubio . From the United States, free and safe, Flávio will lead the opposition against Lula.— Simón Levy (@SimonLevyMx) October 27, 2026
Fonte: Revista Oeste
Fonte: Terra Brasil
