
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
A Embaixada dos Estados Unidos informou ao governo brasileiro que os funcionários Riley Barnes e Samuel Samson planejavam uma reunião com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). No entanto, o governo brasileiro negou os vistos dos dois representantes americanos e a viagem acabou cancelada.
Barnes e Samson atuam no Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Segundo a justificativa apresentada, a visita teria como objetivo discutir temas relacionados à liberdade de expressão no contexto das eleições brasileiras.
Itamaraty apontou possível uso político da visita
Os dois funcionários solicitaram os vistos por meio dos canais diplomáticos em Washington e também pediram reuniões com integrantes do governo brasileiro. Durante as tratativas com representantes da diplomacia em Brasília, informaram que pretendiam incluir um encontro com Flávio Bolsonaro na agenda.
O governo brasileiro avaliou que a visita ocorreria em um momento de tensão política, após o senador participar de uma reunião com diplomatas na qual voltou a questionar o sistema de urnas eletrônicas. Para autoridades brasileiras, havia o risco de que a agenda fosse utilizada politicamente no período que antecede as eleições.
O jornal norte-americano Washington Post publicou que o governo de Donald Trump pretendia enviar representantes ao Brasil para discutir a integridade das urnas eletrônicas brasileiras. A reportagem mencionou os nomes de Barnes e Samson, mas a decisão de negar os vistos já havia sido tomada pelo governo brasileiro antes da publicação.
A viagem dos funcionários americanos estava prevista para ocorrer na mesma semana em que Flávio Bolsonaro solicitou a representantes estrangeiros o envio de observadores internacionais para acompanhar o processo eleitoral.
Durante o encontro com diplomatas, o senador também levantou questionamentos sobre as urnas eletrônicas utilizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fonte: Terra Brasil
