
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), que foi o presidente da CPMI do INSS, disse nesta terça-feira, 31, que pediu uma reunião com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar a ele o relatório do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) sobre os trabalhos do colegiado. O documento foi rejeitado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.
O relatório de Gaspar pede o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha – filho do presidente Lula (PT) -, por envolvimento nos descontos irregulares em aposentadorias e pensões.
Apesar de a oposição ocupar cargos-chave na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a base governista conseguiu maioria e, no último sábado, 28, derrubou o texto do relator por 19 votos a 12. A CPMI do INSS foi concluída sem um relatório final aprovado. Mesmo assim, Viana quer que Mendonça tome conhecimento do documento de Gaspar, que possui mais de 4 mil páginas.
Já solicitei ao ministro André Mendonça uma agenda juntamente com o relator, todo o grupo de trabalho. Nós queremos entregar em mãos uma cópia do trabalho da CPMI, todo o relatório, que foi barrado pela base do governo. Essa investigação vai seguir em frente. Vamos continuar atentos a tudo que está acontecendo, colaborando com a Justiça, com o Ministério Público e com a Polícia Federal, para que não fiquem impunes aqueles que roubaram os aposentados do nosso país”, declarou o senador, em entrevista coletiva.
“Essa decisão de entregar uma cópia ao ministro é a sequência do nosso trabalho. E as pessoas que estão ali não pensem que vão ficar impunes, porque a justiça vai ser feita em nome dos aposentados do Brasil”, pontuou.
Viana disse ainda que a CPMI cumpriu o seu papel e fez uma investigação “isenta” e “equilibrada”. Conforme o senador ainda, Alfredo Gaspar fez o trabalho de relator com “independência e responsabilidade”.
Com informações de O antagonista
Fonte: Diário Do Brasil
