Os implantes dentários são uma excelente opção para devolver a autoestima e o bem-estar de pessoas que perderam algum dente. Os benefícios são enormes, pois, além de melhorar a estética facial, o tratamento ainda devolve a função mastigatória, imprescindível para a boa saúde. A técnica é complexa e envolve alta tecnologia. A boa notícia é que, antes considerado um método bastante elitizado, agora está mais acessível.

Porém, há muitos tabus e inverdades difundidas sobre o assunto. Para esclarecer definitivamente o que é fato e o que é fake, os cirurgiões-dentistas da S.I.N. Implant System, empresa global e uma das líderes mundiais da fabricação de implantes dentários, explicam tudo sobre o tema. Veja abaixo o que é mito e o que é verdade:

  • Qualquer paciente pode receber um implante.

Mito. Antes de tudo, um especialista deve solicitar exames de imagem para avaliar a condição óssea, o espaço entre os dentes, a abertura da boca, assim como o estado geral clínico do paciente. “Esses dados vão indicar se o indivíduo está apto a se submeter ao procedimento”, explica Fabio Bezerra, doutor em Biotecnologia e Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da S.I.N. Implant System. A conduta é necessária, sobretudo, após um longo período sem o dente, o que pode desencadear reabsorção óssea. “Se isso acontecer, o espaço para o implante pode desaparecer, impedindo a realização do procedimento de forma imediata”, conclui o especialista.

  • Dá para fazer implantes dentários sem corte.

Mito. Há uma técnica reconhecida como ‘implante sem cortes’ ou cirurgia guiada, em que a incisão na gengiva é feita com o máximo de previsibilidade, diminuindo muito o trauma e o sangramento. “No entanto, é realizado, sim, um corte bem pequeno na região, para a instalação do implante”, diz a doutora em Implantodontia Bruna Ghiraldini, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento de produtos da S.I.N.

A profissional explica, ainda, que são necessárias avaliação clínica e tomográfica para avaliar as condições do paciente e se ele está apto ou não para receber o tratamento menos invasivo.

  • Colocar implante dentário dói.

Mito. Graças aos anestésicos, o paciente não sente nenhuma dor durante o procedimento. “As pessoas podem ficar tranquilas e despreocupadas em relação à intervenção cirúrgica”, conta Bruno Candeias, especialista em Periodontia e embaixador da S.I.N. Implant System.

Entretanto, ele conta que é possível que o indivíduo sinta algum desconforto logo depois do procedimento. Assim, nos primeiros dias depois, no pós-operatório, em geral, o cirurgião-dentista prescreve o uso de medicamentos como analgésicos ou anti-inflamatórios.

  • O implante pode ser realizado no mesmo dia da perda dentária.

Verdade. Quando em condições ideais o implante não só pode como deve ser instalado no mesmo dia em que a extração dentária foi realizada, pois estudos mostram que a abordagem consegue preservar melhor as estruturas ósseas dos pacientes. “Além disso, a conduta otimiza o tempo de tratamento clínico”, conta Bruna Ghiraldini. 

  • Apenas idosos devem fazer implante.

Mito. Os implantes dentários são recomendados para pessoas que perderam um ou mais dentes, em qualquer faixa etária. “No entanto, é importante que o crescimento ósseo tenha sido finalizado — isso ocorre a partir dos 17 anos, para as mulheres, e 18, para os homens, podendo ter variações de pessoa para pessoa”, explica Fabio Bezerra. “Além do mais, é fundamental que o paciente tenha boa saúde bucal e esteja bem clinicamente.”

  • O implante não pode ser feito em gengivas inflamadas.

Verdade. “A falta de higiene, além das bactérias presentes na região bucal pode levar à inflamação do local, impossibilitando o tratamento”, afirma Bruno Candeias. “Ou seja, dentes e gengivas saudáveis são imprescindíveis antes e depois da instalação dos implantes, pois o sucesso do procedimento tem relação direta com a boa saúde oral”, conta ele.

  • Pessoas com diabetes e fumantes não podem fazer implante dentário.

Mito. Pacientes diabéticos e com outros problemas de saúde podem ter restrições para receber implantes dentários, conforme explica Bruna Ghiraldini. Felizmente, existem exceções. “Exames laboratoriais vão indicar o nível glicêmico, no caso dos diabéticos”, indica a especialista. “Com a taxa controlada, é possível receber implantes, desde que tomados os cuidados necessários, como a medicação e o repouso adequado.”

De acordo com estudos recentes, a perda dos implantes é maior em tabagistas. “Por essa razão, recomenda-se que exista um prontuário e que seja realizado um contrato, com a finalidade do paciente fumante estar ciente de que existe o risco de se perder os implantes, em decorrência do fumo, explica Bruna.

  • O corpo pode rejeitar um dente implantado.

Mito. A rejeição do implante pelo organismo não acontece porque o titânio, material usado na fabricação do implante é biocompatível, integrando-se ao osso facilmente. “Contudo, a falta de qualidade óssea, além de dificuldades mecânicas em relação à prótese, ou complicações no pós-operatório, são fatores que podem comprometer o sucesso do procedimento”, explica Fabio Bezerra.

  • Pessoas sem muita massa óssea podem receber um implante.

Verdade. Nesse caso, é preciso que seja feita uma cirurgia de enxerto ósseo para adequação da estrutura para o implante. “Deve haver um intervalo entre um procedimento e outro, sendo que esse período deve ser respeitado para garantir o sucesso do tratamento e, consequentemente, um sorriso mais bonito”, afirma Bruno Candeias.

  • Dá para fazer implante de todos os dentes.

Verdade. “É possível, atualmente, a colocação de todos os dentes utilizando apenas quatro implantes”, conta Fabio Bezerra. O especialista explica, ainda,  que existem próteses fixas que possibilitam a fixação de três dentes, um ao lado do outro, com apenas dois implantes. Ele acrescenta que o cirurgião-dentista é que poderá avaliar o paciente, indicando a opção mais adequada.

  • Pode-se fazer carga imediata em qualquer caso.

Mito. A técnica que consiste na colocação da coroa — que imita o dente natural — em até 48 horas, após a cirurgia de instalação dos implantes, não é válida para qualquer pessoa. “A carga imediata deve ser muito bem indicada”, indica Bruna Ghiraldini. “Fatores como o travamento dos implantes na hora da cirurgia, quantidade e qualidade óssea, estado geral de saúde e colaboração do paciente são fatores determinantes para a realização do método, que otimiza o tempo do tratamento”, explica Bruna. “Ou seja, nem todas as pessoas são aptas a receber o procedimento”, indica ela.      

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Conheça 11 mitos e verdades sobre o implante dentário