
Medicamentos devem ser utilizados apenas com indicação médica (Foto: GI/Getty Images)
Com a queda da patente da semaglutida em março deste ano, teve início uma corrida de farmacêuticas brasileiras para solicitação de registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, desde maio, foi feita uma série de aprovações de canetas nacionais para o tratamento de diabetes tipo 2 pela agência.
Até o momento, mais de dez medicamentos injetáveis receberam o aval, inclusive versões genéricas, e estão chegando ao mercado, cada vez mais aquecido com as opções mais baratas.
Apenas em 29 de julho, a Anvisa aprovou cinco novas canetas para o tratamento de diabetes.
As canetas que passaram pela análise da Anvisa são à base de semaglutida sintética, de modo que têm o mesmo princípio ativo, mas não são a versão biológica que se popularizou com o Ozempic e o Wegovy, da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk.
A variedade e o preço acessível não mudam as regras para uso desses medicamentos: devem ser utilizados com prescrição médica e adquiridos em farmácias.
Saiba mais sobre as canetas:
Ozivy – EMS
Medicamento foi a primeira versão de semaglutida sintética fabricada no país. Indicado para diabetes tipo 2, já recebeu aval como genérico e se tornou o remédio de referência para genéricos e similares. Foi aprovado pela Anvisa em maio deste ano e está à venda desde junho, com preço a partir de R$ 450
Owozy – Ávita Care/Biolab/Sandoz
Caneta está prevista para chegar ao mercado no último trimestre deste ano
Seemasun – Sun Farmacêutica do Brasil
Até o momento, não há data confirmada de chegada às farmácias nem preço definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED)
Zempneo – Brainfarma
Até o momento, não há data confirmada de chegada às farmácias nem preço definido pela CMED
Semavy – Mantecorp, do grupo Hypera Pharma
O medicamento injetável está disponível desde o início do mês com desconto de 67% em relação ao Ozempic, medicação biológica utilizada como referência. Pode ser armazenado fora da geladeira após aberto e, no tratamento com duração de três meses, cada caneta de 1 mg sai por R$ 333
Orsema – Ranbaxy Farmacêutica
Até o momento, não há data confirmada de chegada às farmácias nem preço definido pela CMED
Semaclique – Germed/EMS
Similar do Ozivy, foi aprovado como similar pela Anvisa no mês passado. Deve ser lançado em novembro e o preço ainda não foi divulgado. Também em agosto, recebeu aval como genérico
Yluméc -EMS
Também da EMS, tem o Ozivy como referência e foi aprovado no fim de agosto como similar. Ainda não teve preço e data de lançamento divulgados
Canetas genéricas
Por enquanto, apenas o Ozivy e o Semaclique foram liberados para venda como genérico. O preço ainda não foi divulgado, mas eles podem chegar ao mercado com um valor 35% mais baixo, conforme a lei dos genéricos.
Na versão genérica, o remédio mantém o mesmo princípio ativo e eficácia do medicamento de referência. A diferença é que não tem um nome comercial, como ocorre com medicamentos similares.
Semaglutida biológica
As únicas que utilizam a semaglutida biológica, a mesma do Ozempic e do Wegovy, da Novo Nordisk, são Extensior (para diabetes 2) e Poviztra (para obesidade).
Lançadas em outubro do ano passado, antes mesmo de a patente ser quebradas, elas são resultado de uma parceria entre a farmacêutica dinamarquesa e a brasileira Eurofarma.
O Extensior custa entre R$ 300 e R$ 500, e o Poviztra sai entre R$ 400 e R$ 1 100. Os valores variam de acordo com a dose e com o programa de fidelidade da empresa.
Com informações de VEJA
