Feridas que não cicatrizam podem ser um sinal de alerta para problemas de saúde mais sérios • Sally Anscombe

Feridas que demoram a cicatrizar podem ser um sinal de alerta para problemas de saúde mais graves. Embora cortes, machucados e pequenas lesões costumem se recuperar em poucos dias ou semanas, quando o processo de cicatrização se prolonga ou não ocorre corretamente, é importante buscar avaliação médica.

Isso porque a cicatrização lenta pode estar associada a diferentes causas. Entre as mais frequentes estão doenças como o diabetes, que afeta a circulação sanguínea e reduz a capacidade de regeneração da pele; a má circulação, que prejudica o transporte de oxigênio e nutrientes até a lesão; e infecções, que dificultam a reparação do tecido.

Além disso, traumas repetitivos, como atrito constante na mesma região, e doenças que comprometem o sistema imunológico também podem atrasar a recuperação da pele.

“Pessoas com problemas de circulação, principalmente nas pernas, podem desenvolver úlceras devido a essa deficiência. O diabetes também pode causar feridas extensas, sobretudo nos membros inferiores. Já pessoas acamadas ou que permanecem muito tempo na mesma posição podem apresentar lesões de difícil cicatrização”, explica a dermatologista Patrícia Mayumi Ogawa.

Fatores externos e hábitos também influenciam o processo de cicatrização. O uso de medicamentos como corticoides ou imunossupressores pode retardar a recuperação das feridas.

O tabagismo é outro fator prejudicial, segundo especialistas. Fumar reduz a oxigenação dos tecidos e compromete a regeneração da pele.

Deficiências nutricionais, como a falta de proteínas, vitaminas e minerais essenciais ao organismo, também podem prejudicar a cicatrização.

“O uso prolongado de corticoides, quimioterápicos, anticoagulantes e imunossupressores pode interferir na reparação da pele. Além disso, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, a má alimentação e a baixa ingestão de água afetam diretamente esse processo. Dormir mal e o estresse crônico também prejudicam, pois reduzem a eficiência da regeneração celular”, detalha a dermatologista Isabela Pitta.

Alguns sinais indicam que uma ferida precisa de atenção médica, como persistência por mais de duas semanas, aumento da vermelhidão ou do calor na região, presença de secreção, dor, mau cheiro ou sangramentos frequentes.

“Também é importante procurar atendimento se a ferida não apresentar melhora após 7 a 10 dias, se a área ao redor escurecer ou se houver febre”, acrescenta a especialista.

O tratamento depende da causa da dificuldade de cicatrização. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de curativos especiais, antibióticos ou procedimentos médicos para estimular a regeneração da pele.

“Para cada tipo de ferida, existem curativos mais adequados. Há diversas opções de tratamento, como laser e terapia com câmara hiperbárica. Em alguns casos, é necessário tratamento cirúrgico, com limpeza da lesão (desbridamento), além de acompanhamento multidisciplinar para investigar e tratar a causa”, finaliza Ogawa.

Com informações de CNN BRASIL

Fonte: Diário Do Brasil

Compartilhar matéria no
No momento, você está visualizando Feridas que não cicatrizam: Descubra quando é hora de se preocupar