
Há um aumento da preocupação de autoridades sanitárias e órgãos de segurança com o avanço do mercado irregular das canetas emagrecedoras no país. — Foto: Marcelo Theobald
Em uma ofensiva para regulamentar a venda das canetas emagrecedoras no país, a diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia regras mais rígidas para a produção desse tipo de medicamento por farmácias de manipulação, mas há impasse sobre alguns pontos.
A minuta de resolução começou a ser analisada pelo órgão regulador no fim do mês passado, mas um pedido de vista adiou a conclusão do processo, que será retomado no início de junho. Um dos pontos em que há divergências é o prazo para que os estabelecimentos se adaptem aos novos critérios. Inicialmente, a sugestão é que seja de 180 dias, mas há discussões para reduzir esse período.
Especialistas avaliam que a proposta representa um avanço no controle sanitário do setor, mas afirmam que as medidas ainda não resolvem integralmente preocupações sobre segurança e eficácia dos produtos manipulados. A discussão ocorre em meio ao aumento da preocupação de autoridades sanitárias e órgãos de segurança com o avanço do mercado irregular das canetas emagrecedoras no país.
Entre os pontos previstos na regra da Anvisa está, por exemplo, uma série de exigências relacionadas à importação dos insumos farmacêuticos ativos usados na fabricação dos medicamentos, além de regras de qualificação de fornecedores, realização de ensaios de controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte.
Com informações de O GLOBO
