A incidência de sífilis preocupa as autoridades em Saúde no Brasil. Entre 2017 e 2018, o número de casos notificados de sífilis aumentou quase 30% e nenhuma região do país registrou queda nos índices, durante o período. Apenas nos seis primeiros meses do ano passado, mais de 67 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença. Os dados são do Boletim Epidemiológico Sífilis, do Ministério da Saúde.

A sífilis é uma doença bacteriana que pode causar lesões nos genitais e evoluir para uma infecção do sistema nervoso central, como a meningite. Além disso, pode causar problemas cardíacos e outros quadros mais graves, como explica a Infectologista do Polo de Prevenção às IST, da Universidade de Brasília (UnB), Valéria Paes. Outra característica da doença, segundo a especialista, é que a infecção pode ser assintomática, ou seja, a pessoa pode hospedar a bactéria causadora, mas, não apresentar sintomas.

“Existe um perigo grande da sífilis, porque a pessoa pode ter e apresentar nenhum tipo de sintoma. Então, muitas vezes, a doença se propaga dessa forma. Às vezes, um jovem vai ter uma relação sexual com uma pessoa, não tem a percepção porque a pessoa não tem nenhum tipo de sintoma, nem nenhum tipo de lesão, e essa pessoa pode, mesmo assim, estar apresentando a sífilis e, dessa forma, a doença se propaga.”

O Ministério da Saúde monitora das infecções causadas pela sífilis em três categorias: a sífilis em gestantes, a sífilis congênita – transmitida da gestante para o feto – e a sífilis adquirida em relações sexuais ou em transfusões de sangue.

Em relação às notificações de sífilis adquirida, a região Sudeste do país registrou mais 348 mil casos notificados, entre 2010 e 2019.

Para o controle da doença no Brasil, o Ministério da Saúde compra e distribui testes rápidos de diagnóstico e oferta tratamento com penicilina benzatina e cristalina. Para 2020, a previsão é que a pasta distribua mais de 13,9 milhões de testes.

Em relação aos medicamentos para o tratamento da doença, há estoque disponível e entregas contratadas para garantir a cobertura estimada dos tratamentos da sífilis com penicilina até outubro de 2020.

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