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Uma rouquidão que não melhora, uma ferida na boca que demora a cicatrizar ou um caroço no pescoço costumam ser encarados como problemas passageiros. Em muitos casos, porém, esses sinais indicam um câncer de cabeça e pescoço.
O hábito de adiar a procura por atendimento faz com que boa parte dos pacientes chegue aos serviços especializados quando a doença já está em estágio avançado, exigindo tratamentos mais complexos e com maior impacto na qualidade de vida.
O alerta ganha força durante o Julho Verde, campanha nacional de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, que envolve a cavidade oral, laringe, faringe, tireoide e outras estruturas dessas regiões.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 40 mil casos anuais desse tipo de câncer. De acordo com o último estudo do órgão, 80% dos casos atendidos já estão em estágio avançado. As incidências da doença estão fortemente associadas ao tabagismo, ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas e, em alguns casos, à infecção pelo papilomavírus humano (HPV).
Reconhecer os primeiros sintomas e buscar avaliação médica sem demora é a medida mais eficaz para aumentar as chances de cura e preservar funções vitais do organismo, como a fala, a respiração e a deglutição.
Raphael Brandão, oncologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, afirma que o maior obstáculo para a recuperação dos pacientes ainda é o tempo que se leva para procurar ajuda médica qualificada após o aparecimento dos primeiros sinais.
com informações de @bandjornalismo
Fonte: Diário Do Brasil
