
🤳 Reprodução
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) se manifestou após a aprovação no Senado da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, responsável por reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e decretar o fim da escala 6 x 1, e a classificou como altamente preocupante. Para a instituição, “a medida causará perdas econômicas, demissões, repasse de custos para a população e inflação em todo o país”.
Segundo a Confederação, o avanço da matéria em pleno período eleitoral configura um grave retrocesso para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.
A avaliação técnica destaca que a alteração legislativa atinge diretamente um país que já enfrenta entraves estruturais históricos, representados pelos baixos índices de produtividade e pela perda de competitividade das empresas nacionais no concorrido mercado internacional.
“Lamentamos que a votação tenha sido feita sem mais debates com a sociedade brasileira e entendemos que os impactos dessa medida não foram devidamente mensurados”, diz o presidente da CNI, Ricardo Alban.
“Após a constatação, por exemplo, da perda de competitividade e da alta inflacionária, acreditamos que o Congresso Nacional possa abrir espaço para revisitar o tema visando encontrar a melhor solução para a economia brasileira”, completa.
De acordo com a CNI, além de causar insegurança jurídica, a PEC da 6 x 1 atinge em cheio todo o setor produtivo, que precisará ajustar a produção e aumentar os custos em meio a um cenário econômico adverso do país, que já convive com pesada carga tributária e juros estratosféricos.
“Para o cumprimento da medida, a indústria terá de fazer uma série de adaptações em suas escalas e a reorganização do processo produtivo”, conclui a Confederação, em nota.
COM INFORMAÇÕES DE METRÓPOLES
