
Chico Rodrigues, Leila Barros e Flávio Arns Fotos: Geraldo Magela, Carlos Moura e Saulo Cruz (Agência Senado)
A base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado passou a apresentar divisões em relação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Parlamentares que anteriormente defendiam o magistrado agora adotam silêncio ou passaram a apoiar pedidos de impeachment.
A mudança de postura ocorreu após a quebra do sigilo de mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, do Banco Master. Os diálogos divulgados e a existência de um contrato de R$ 131 milhões entre o banco e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, foram apontados como fatores para as novas reações.
Os registros também mostram, segundo o texto, o acesso a regalias e pedidos feitos pelo banqueiro antes de sua prisão, em 2025. Com as novas informações, as críticas a Moraes teriam deixado de se concentrar apenas em questões relacionadas à liberdade de expressão e passado a envolver suspeitas financeiras e éticas.
Entre os senadores que apoiavam Moraes em 2024 e que agora optaram por não se manifestar estão Beto Faro (PT-PA), Fabiano Contarato (PT-ES), Teresa Leitão (PT-PE) e Marcelo Castro (MDB-PI).
Por outro lado, parlamentares da base governista passaram a defender o afastamento do ministro. Entre eles estão Chico Rodrigues (PSB-RR), Leila Barros (PDT-DF) e Flávio Arns (PSB-PR).
Rodrigues afirmou que a gravidade das acusações divulgadas pela imprensa exige uma postura firme e defendeu que nenhuma autoridade esteja acima da lei.
“É preciso coragem cívica para assinar esse pedido”, declarou o senador.
Especialistas em política avaliam que o centro da crise envolvendo o Judiciário mudou. Inicialmente, as principais críticas a Moraes estavam relacionadas à atuação sobre as redes sociais. Agora, suspeitas de natureza financeira e ética ampliaram o desgaste político entre parlamentares que defendem ou evitam se posicionar sobre o ministro.
A proximidade das eleições de 2026 também é apontada como um fator que influencia a mudança de comportamento dos parlamentares. Segundo a avaliação apresentada no texto, senadores estariam considerando os possíveis impactos de suas posições nas urnas.
Nesse cenário, o afastamento de antigos aliados seria interpretado como uma estratégia política para preservar o apoio eleitoral e a permanência no Congresso Nacional.
Com informações de Pleno News.
Fonte: Terra Brasil
