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A disputa presidencial no Peru ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (22), após o candidato da esquerda Roberto Sánchez solicitar a anulação dos votos do exterior ao Jurado Nacional de Elecciones.
O pedido, segundo a campanha, se baseia em supostas irregularidades no processo de votação fora do país. Até o momento, não foram apresentadas provas públicas que sustentem a alegação.
O ponto central da disputa está justamente nesses votos internacionais. Caso a solicitação seja aceita, mais de 300 mil votos podem ser anulados — um volume capaz de alterar o resultado final da eleição.
Nos votos do exterior, a candidata da direita Keiko Fujimori aparece com ampla vantagem, somando cerca de 63,2% da preferência. Esse desempenho ajuda a sustentar a liderança apertada no cenário geral.
Com 99,725% das urnas apuradas, Fujimori aparece com cerca de 81 mil votos de vantagem no total, registrando aproximadamente 50,111% dos votos válidos.
A disputa segue indefinida e marcada por forte polarização. O partido de Sánchez já sinalizou que não reconhece integralmente o resultado, ampliando a tensão política no país enquanto a apuração final ainda não é oficialmente encerrada.
Eleito será o 9º presidente do país em 10 anos
Quem vencer o pleito, se tornará o 9º presidente do Peru em 10 anos. Diante de uma forte instabilidade política, na última década, nenhum presidente conseguiu finalizar o mandato, foram quatro destituições, duas renúncias e dois mandatos-tampões.
O sistema unicameral facilita processos de impeachment e de destituições. Mas, a partir desta eleição, o Peru voltará a ser bicameral, com Câmara e Senado, similar ao sistema brasileiro.
COM INFORMAÇÕES DE CNN
Fonte: Diário Do Brasil
