
Foto: Carlos Moura/Agência Senado Coluna do Estadão – Por Roseann Kennedy
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), acionou o “modo Lula” na tentativa de ser reeleito para o comando da Casa na votação marcada para fevereiro, quando começa a nova legislatura. Na busca de votos, ele começou até a “negociar o impossível” e também alardeou o apoio de lideranças que sequer votam no pleito.
A concessão de indulto, por exemplo, é prerrogativa exclusiva do Poder Executivo. Além disso, na condenação dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro, a decisão deixou claro que a medida estava vetada. Na outra frente, as propostas de anistia sofrem forte resistência no STF e no próprio governo — ou seja, mesmo se avançarem no Congresso, serão derrubadas posteriormente.
Para completar, esses acenos não sensibilizaram o núcleo bolsonarista raiz, que mantém restrições ao nome do senador e diz que Davi Alcolumbre não cumpriu acordos com eles nos últimos quatro anos. O presidente do Senado, embora esteja interagindo com congressistas de diversos espectros políticos, segundo apurou a Coluna do Estadão, ele ainda não conversou com a ala radical do PL e tem admitido a interlocutores que não há articulação fechada sobre os temas.
Além disso, a fuga de Flávio, seguida de uma carta de teor golpista, minou a possibilidade de avanço com essas pautas.
Como antecipou a Coluna do Estado, a única negociação considerada viável, no momento, e que deve avançar no STF para abrir algum diálogo pacificador, é o julgamento da lei da dosimetria, que reduz as penas excessivas aplicadas aos condenados do 8 de janeiro.
COM INFORMAÇÕES DE ESTADÃO
Fonte: Diário Brasil
