
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O número de trabalhadores terceirizados que atuam na Presidência da República registrou aumento de quase 20% desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em dezembro de 2022, último mês antes da posse do petista, o total era de 895 profissionais. Em maio deste ano, o número chegou a 1.064 terceirizados vinculados à estrutura da Presidência.
Entre as funções listadas estão 75 motoristas, 52 copeiros, 81 garçons, 38 vigilantes e 26 recepcionistas. O levantamento também aponta a presença de seis gesseiros, quatro piscineiros e um chaveiro, além de profissionais como arquitetos e engenheiros.
Gastos com viagens chegam a R$ 844,8 milhões em 2026
Os gastos do governo federal com viagens em 2026 somam R$ 844,8 milhões, segundo dados citados em levantamento recente. Em meados de junho, o total registrado era de R$ 675 milhões, o que representa uma alta de aproximadamente R$ 170 milhões no período.
Do valor atual, R$ 469,8 milhões correspondem a despesas com diárias, enquanto R$ 372,7 milhões foram destinados a passagens aéreas. Também foram registrados mais de R$ 5 milhões em outros custos, como taxas de agenciamento e seguros.
As informações apontam ainda que mais de R$ 106 milhões foram gastos com viagens internacionais, sem incluir deslocamentos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da primeira-dama Janja da Silva e de assessores próximos.
A média mensal de gastos com viagens no último período analisado ultrapassa R$ 12 milhões por dia, considerando passagens e diárias.
Outros destaques
No Congresso, o deputado Nikolas Ferreira apresentou um projeto que propõe regras mais rígidas para o uso de celulares e aparelhos de comunicação em presídios, sob justificativa de combater irregularidades administrativas.
Também segundo levantamento citado, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Renato Rua, teria acumulado R$ 789 mil em viagens internacionais e R$ 144 mil em diárias.
No campo legislativo, segue pendente de análise no Congresso um veto parcial feito em 2022 pelo então presidente Jair Bolsonaro, relacionado à lei que previa despacho gratuito de bagagens em voos.
O Supremo Tribunal Federal também foi citado em decisões recentes envolvendo medidas cautelares e prisão domiciliar do ex-presidente, sem prazo definido para encerramento da medida.
Já no cenário econômico, dados apontam déficit nas contas de estatais brasileiras, que teriam registrado prejuízo de R$ 7,4 bilhões nos cinco primeiros meses do ano e R$ 9,7 bilhões em 12 meses.
Fonte: Terra Brasil
