
REPRODUÇÃO METRÓPOLES
A Polícia Federal (PF), ao indiciar o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e outras 47 pessoas, afirmou ter encontrado mensagens extraídas de aparelhos apreendidos que mostram o uso de codinomes e linguagem cifrada entre os investigados.
Em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF afirma que o então presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, chamava Antônio Camilo de “motoqueiro” e “senza capelli”.
A expressão, em italiano, significa “sem cabelo” ou “careca”.
Stefanutto, ao lado do advogado Gilmar Stelo, também indiciado pela PF, tratava outros investigados por codinomes, segundo os investigadores.
O ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Filho, era chamado de “malvado” nas trocas de mensagens, enquanto Carlos Roberto Ferreira Lopes, ex-presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), era identificado como “painho” e “funai”. O dirigente está foragido.
Segundo a PF, os codinomes eram utilizados para ocultar os reais assuntos e as pessoas envolvidas nas tratativas relacionadas às fraudes no INSS, esquema revelado pelo Metrópoles.
COM INFORMAÇÕES DE METRÓPOLES
Fonte: Diário Do Brasil
