(Joédson Alves/Agência Brasil)

O senador e ex-presidente do Congresso Nacional Rodrigo Pacheco (PSB-MG) afirmou nesta sexta-feira, 29, que vai sair da política institucional, não concorrendo a nenhum cargo neste ano. A situação deixa o presidente Lula (PT) sem palanque em Minas Gerais, visto que o parlamentar era o principal nome cotado pelo petista para disputar o comando do estado.

“Tenho 12 anos de vida pública, fui deputado e senador, presidente do Senado e do Congresso Nacional por quatro anos. Tenho uma vida plenamente realizada. Há sempre um momento de a gente avaliar ciclos. E há um fechamento de ciclo na política, que eu decidi fazer, com o sentimento de dever cumprido. Com muitas realizações feitas. E com o coração muito tranquilo em relação a essa decisão”, afirmou o senador em um evento do Lide, em São Paulo, intitulado “Seminário Lide – Inovação e Tecnologia — no qual proferiu uma palestra sobre a Inteligência Artificial.

Pacheco também disse que o momento de encerrar sua vida na política é algo que ele sempre vislumbrou, desde que se tornou deputado federal. “Quando eu entrei na política, eu dizia sempre que a gente tem uma data de entrada e uma data de saída. Que eu não me eternizaria na política. Eu tenho muito desapego ao poder”, argumentou.

Questionado sobre a disputa ao governo de Minas Gerais, na qual era cotado para encabeçar uma chapa de centro e apoiado por Lula, Pacheco disse que espera que uma aliança entre forças do campo democrático se forme mesmo sem a sua presença. Ele destacou possibilidades nos nomes do empresário Josué Gomes da Silva e do ex-procurador do Ministério Público de Minas Gerais Jarbas Soares, ambos filiados ao PSB. “Eu acho que esse campo democrático, progressista, de pessoas que querem reconstruir Minas Gerais, pode escolher um nome que esteja à altura”, avaliou.

Até então, Pacheco aparecia como vice-líder nas pesquisas de intenção de voto, atrás apenas do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera todos os levantamentos até aqui, mas também não garante que vá realmente disputar o comando de Minas Gerais.

Na última pesquisa do RealTime BigData, Cleitinho tinha 35% das intenções de votos, enquanto Pacheco aparecia com 15%. Atrás deles vinham o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com 14%; o atual governador e sucessor de Romeu Zema (Novo), Mateus Simões (PSD), com 11%; e o ex-presidente da Câmara Municipal de BH Gabriel Azevedo (MDB), com 6%.

Aliados de Lula dizem que o PT intensificará conversas para definir uma chapa mineira competitiva e que defenda sua reeleição. A única certeza até agora é que a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), principal liderança petista no estado, disputará uma vaga ao Senado. Apesar de ser um nome forte, ela rejeita a ideia de disputar o governo.

Por outro lado, Marília tem boa articulação com Kalil e já defendeu que ele ficasse no lugar de Pacheco, mas o PT não dá indícios de proximidade a ele.
Com informações de VEJA

Fonte: Diário Do Brasil

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