O marqueteiro Sidônio Palmeira (à esquerda) e Lula • 28/08/2024 – Ricardo Stuckert/Lula

O Partido Liberal (PL) protocolou nesta quinta-feira (20), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma petição na qual solicita a abertura de uma investigação criminal contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira.

A legenda acusa os dois de terem apresentado informações falsas à Justiça Eleitoral em uma ação que apura a possível divulgação irregular de publicidade institucional durante o período eleitoral.

No documento, o PL também solicita que o caso seja encaminhado ao Ministério Público Eleitoral (MPE), para que o órgão avalie a adoção de eventuais medidas na esfera criminal.

A ação é relatada pelo ministro André Mendonça. Nela, o partido questiona a publicação de mais de mil conteúdos de publicidade institucional durante o período em que esse tipo de divulgação é restringido pela legislação eleitoral. A Federação Brasil da Esperança também é citada na representação.

PL contesta informação apresentada ao TSE

Um dos pontos contestados pelo partido é uma informação apresentada pela defesa de Lula e pelo PT de que não teria sido necessária a remoção de conteúdos das redes sociais porque os perfis mencionados na ação já estariam desativados antes do processo ser protocolado, em 16 de julho.

O PL sustenta que essa versão não corresponde às informações posteriormente apresentadas pela plataforma X, antigo Twitter, ao TSE.

Segundo a legenda, a rede social informou à Justiça Eleitoral que os perfis “canalgov” e “govbr” foram desativados somente em 23 de julho, uma semana depois do protocolo da ação.

O partido afirma ainda que as contas permaneceram ativas durante parte do período de restrição à publicidade institucional.

Registros apontam publicações em julho

Na petição apresentada ao TSE, o PL também cita relatórios de certificação digital, incluindo ata notarial digital, anexados ao processo.

De acordo com a legenda, os documentos registram publicações realizadas nas contas nos dias 8, 11, 15 e 16 de julho.

Para o partido, esses registros indicariam que os perfis ainda estavam ativos e realizando publicações quando começou o período de restrição e também na data em que a representação foi apresentada à Justiça Eleitoral.

O PL afirma que as informações apresentadas à Corte podem justificar a apuração de eventual responsabilidade criminal.

A campanha do PT foi procurada e, até a publicação das informações, não havia apresentado posicionamento sobre o pedido do partido.

Fonte: Terra Brasil

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