Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador e pré-candidato a governador do Paraná, Sergio Moro (PL-PR), criticou nesta sexta-feira, 29, a nota divulgada pelo governo Lula (PT) em reação ao anúncio feito pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, de que o PCC e o CV serão classificados como grupos terroristas.

Segundo o parlamentar, o comunicado confirma que o Executivo ficará “do lado do CV e do PCC e contra a população brasileira“.

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“Isso a pretexto de preservar o Brasil de uma fantasiosa intervenção externa. Não é a toa que o crime organizado prosperou nos vinte anos de governos do PT. Não é a toa que o estado mais violento do país, a Bahia, seja também governado pelo PT. Essa aliança do governo com o mundo do crime tem que acabar“, complementou.

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A manifestação do Planalto

Na nota divulgada, o governo diz que enfrentar o CV e o PCC com “firmeza” é prioridade do Estado brasileiro, critica a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos nesta semana e afirma que “a soberania nacional é inegociável“.

“O Brasil é uma nação soberana que tem travado combate permanente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias que praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias. Enfrentar essas organizações criminosas com firmeza é, e continuará sendo, prioridade do Estado brasileiro“, inicia a nota.

“O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional”.

A nota prossegue: “A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros“.

Na sequência, é feita a crítica à ida de Flávio aos Estados Unidos, quando se encontrou com o presidente americano, Donald Trump: “É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”.

O governo ressalta que foi sancionada em março por Lula a Lei Antifacção, com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira.

“O Governo do Brasil conduz o programa ‘Brasil contra o Crime Organizado’, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima. O crime organizado não respeita fronteiras e seu combate exige ação conjunta. Construímos, ao longo de décadas, parcerias com vários países, inclusive com os Estados Unidos”.

Além disso, a nota salienta que o Brasil apresentou no último dia 16 de abril, ao Departamento de Estado dos EUA, uma proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil.

Segundo o Executivo, “qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda. Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia”.

Medidas unilaterais não negociadas, pontua, “podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros. Em resumo, trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país”.

A nota conclui dizendo que “o Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos” e que “quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”.
Com informações de O ANTAGONISTA

Fonte: Diário Do Brasil

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