
(📸: Fala Ciência)
À primeira vista, pode parecer que tudo acontece apenas no estômago. Porém, a realidade é muito mais fascinante. Pouco tempo após a aplicação, uma série de sinais bioquímicos começa a atuar em regiões do cérebro responsáveis por regular a fome, a saciedade e até a sensação de recompensa associada à comida.
As canetas emagrecedoras mais utilizadas atualmente atuam em mecanismos relacionados ao GLP-1, um hormônio produzido naturalmente pelo intestino após as refeições. Esse hormônio participa da comunicação entre o sistema digestivo e o cérebro, ajudando a regular a fome e a saciedade.
Medicamentos como a semaglutida e a liraglutida imitam a ação do GLP-1. Já a tirzepatida atua tanto em receptores de GLP-1 quanto em receptores de GIP, outro hormônio envolvido no metabolismo energético.
Apesar das diferenças entre elas, essas medicações compartilham uma característica importante: a capacidade de modular os sinais biológicos que controlam o apetite.
Como consequência, muitas pessoas percebem: maior sensação de saciedade; menos fome entre as refeições; redução do desejo por alimentos muito calóricos; menor interesse por beliscos ao longo do dia; maior controle sobre a ingestão alimentar.
com informações de Portal R7
